Com Lázaro Ramos no elenco, filme brasileiro 'Feito pipa' é premiado no Festival de Guadalajara, no México

 

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Dirigido pelo cearense Allan Deberton, o longa-metragem brasileiro “Feito pipa” arrematou dois prêmios no 41º Festival de Guadalajara, no México: melhor filme e melhor interpretação para Teca Pereira e Yuri Gomes, na seção Maguey, que reúne filmes com temática LGBTQIA+.

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Segundo o júri, o filme “nos mostra a magia, a inocência e o amor por meio de seus personagens”, “constrói uma história universal” e “nos convida a trabalhar e a construir em espaços seguros para as identidades queer e para as pessoas que amamos”.

— Foram dias incríveis em Guadalajara, com uma recepção carinhosa do público em todas as sessões. Sair duplamente premiado é uma honra. Dedico a todos que fizeram parte do filme, que o apoiaram e o fizeram existir. Agradeço a curadoria, a direção e a toda a equipe do festival pela acolhida — afirma o diretor, que compareceu à premiação junto com o produtor do longa, Marcelo Pinheiro.

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O filme é protagonizado por Gugu (Yuri Gomes), um menino de quase 12 anos, sonhador e apaixonado por futebol, que tem uma relação difícil com o pai, Batista (Lázaro Ramos). Ele vive com a avó Dilma (Teca Pereira), uma professora aposentada e afetuosa, que cria o neto de forma livre, sem se preocupar com a opinião dos vizinhos. Avó e neto moram ao lado da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que mudaram a vida da família.

Nesta segunda-feira (27), “Feito pipa” abre o 26º Festival Internacional de Cine en Puerto Vallarta, no México. O filme já havia aberto o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, na Colômbia, de onde saiu com o prêmio de melhor interpretação para Yuri Gomes na mostra competitiva Cine de los Barrios. Foi o primeiro troféu da carreira de Gomes, ator baiano de 12 anos que estreia no cinema com “Feito pipa”.

Em fevereiro, o filme foi aplaudido de pé no Festival de Berlim, onde conquistou o Urso de Cristal de melhor filme (júri jovem) e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.

— A história de Gugu e Dilma tem emocionado por onde passa. Desde Berlim, o filme e o elenco têm encantado o público e é muito bom estar acompanhando essa recepção tão calorosa — diz Deberton.