Com Gerluce, mocinha que mente e rouba em ‘Três Graças’, Sophie Charlotte reafirma talento como protagonista

 

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Atriz de talento mais do que reconhecido, Sophie Charlotte vive agora um momento especial em sua carreira na TV. Como Gerluce de “Três Graças”, ela se consolida como um dos principais nomes de sua geração ao interpretar, pela primeira vez, uma protagonista no horário nobre da Globo. O feito ganha ainda mais peso por um detalhe significativo: há tempos uma mocinha não conquistava o público na mesma medida que as vilãs, personagens que, tradicionalmente, roubam a cena.

Em ‘Três Graças’, Ferette e Arminda descobrem envolvimento de Geluce no roubo da estátua

Na trama, Gerluce, moradora da comunidade da Chacrinha, organizou o roubo de uma estátua milionária para conseguir dinheiro e comprar remédios para a população local, além de salvar a vida da própria mãe, vítima do esquema de medicamentos falsificados comandado pelos vilões Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera). A personagem prefere chamar a ação de “expropriação”, justificando o gesto como um ato em nome do coletivo. A força da trama está justamente nessa complexidade: Gerluce não é perfeita. Ela erra, toma decisões moralmente ambíguas e carrega segredos.

Gerluce (Sophie Charlotte), Zenilda (Andréia Horta) e Paulinho (Romulo Estrela) em 'Três Graças'

Fábio Rocha/Rede Globo

Como toda mocinha que se preze, vive um romance. Mas a relação com o policial Paulinho (Romulo Estrela) não ocupa o centro da narrativa. Sua trajetória é movida principalmente por conflitos familiares e por sua luta contra injustiças. Assim como sua mãe, Lígia (Dira Paes), ela iniciou cedo na maternidade. O ciclo se repetiu com a filha, Joélly (Alana Cabral), que engravidou adolescente. E o drama se intensificou recentemente quando a criança recém-nascida da jovem foi roubada por uma quadrilha.

Lígia (Dira Paes), Joélly (Alana Cabral) e Gerluce (Sophie Charlotte) em 'Três Graças'

Fábio Rocha/Rede Globo

Nos últimos anos, Sophie já demonstrou todo seu talento ao viver personagens bem distintos entre si. A heroína de “Três Graças”, por exemplo, não lembra em nada a vilã Eliana de “Renascer” (2024) nem a sensível Maíra, protagonista cega de “Todas as flores” (2022/23). Essa capacidade de transitar entre registros diferentes reforça a versatilidade da atriz e ajuda a explicar como ela chegou com tanta força ao posto de protagonista do horário nobre.

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