Com fechamento de Ormuz, exportação do petróleo do Brasil para China e Índia apresenta alta de mais de 80%

 

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Com o fechamento do Estreito de Ormuz e a interrupção de boa parte da exportação de petróleo para a China, o país asiático passou a aumentar a compra de outros centros, entre eles o Brasil. No primeiro trimestre do ano, já correspondendo a guerra no Oriente Médio, o volume de petróleo exportado mais que dobrou.

Segundo dados compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China, através do governo federal, as exportações tiveram uma máxima histórica de US$ 7,2 bilhões. O valor representa quase o dobro de US$ 3,7 bi do primeiro trimestre de 2025. Também foi acima da máxima histórica recente, em 2024, com US$ 5,2 bilhões.

Já o volume cresceu 122%, passando de 7,4 mil toneladas para 16,5 mil.

Ainda de acordo com os dados compilados, o petróleo foi responsável por 30% das exportações feitas do Brasil para a China, aumento de mais de 10% em relação a 2025.

Além disso, houve uma alta de quase 80% no petróleo exportado para a Índia, outro país que vem sofrendo com o fechamento de Ormuz. No total, esse valor representa US$ 1 bilhão.

Irã afirma estar pronto para garantir segurança de Ormuz com países do Golfo

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Giuseppe CACACE / AFP

O Irã está pronto para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, juntamente com outros estados costeiros, caso a guerra termine. A declaração foi feita nesta quarta-feira (15) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei.

Segundo ele, o Irã com 'estados costeiros' poderia 'garantir a segurança desta via navegável, desde que a guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista contra o Irã na região chegue ao fim'.

Baghaei também elogiou a postura europeia em relação ao bloqueio do estreito.

'A segurança do Estreito de Ormuz tem sido garantida pelo Irã há várias décadas. Nestes 40 dias, essa segurança foi comprometida pela guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista. Estamos satisfeitos que os europeus tenham demonstrado sabedoria e não tenham caído na armadilha armada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista', declarou em uma coletiva de imprensa.

Antes, o porta-voz afirmou que os contatos com os Estados Unidos continuam por meio do Paquistão, com diversas mensagens trocadas desde as negociações em Islamabad.

Segundo ele, as conversas indiretas ocorrem 'desde o dia em que a delegação iraniana retornou, várias mensagens foram trocadas'.

Ele afirmou que uma visita de autoridades paquistanesas a Teerã é provável e tem como objetivo 'discutir os pontos de vista de ambos os lados' como parte de uma diplomacia de acompanhamento.

'Entramos em negociações para pôr fim à guerra, garantir os direitos do Irã e obter reparações de guerra', disse Baghaei.

O porta-voz ainda afirmou que as posições do Irã 'foram claramente definidas', acrescentando que o programa nuclear do país 'nunca teve outra finalidade senão pacífica'.

Baghaei afirmou que nenhuma decisão pode ser tomada sobre elementos específicos de qualquer acordo até que uma estrutura geral seja acordada.

'Enquanto não houver consenso sobre a estrutura geral de um entendimento, não se pode falar em aceitar ou rejeitar seus detalhes'.

Ele acrescentou que as especulações na mídia ocidental 'não podem ser confirmadas' e disse que o direito do Irã à energia nuclear pacífica, conforme o tratado de não proliferação, 'é inerente e não pode ser retirado'.

Ao mesmo tempo, afirmou que o nível e o tipo de enriquecimento de urânio 'podem ser discutidos dentro da estrutura das necessidades do país'.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

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