Com este mais recente ataque indiscriminado, norte-americanos já mataram 128 pessoas na região do Caribe, desde setembro de 2025

 

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As operações militares dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico Leste, conduzidas sob o argumento de uma guerra contra o narcotráfico, já resultaram na morte de ao menos 128 pessoas desde setembro de 2025. O número foi atualizado após um novo ataque a uma embarcação no Pacífico Leste, no qual dois suspeitos de tráfico de drogas foram mortos, segundo as Forças Armadas norte-americanas.

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De acordo com comunicado do Comando Sul dos EUA, “informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Leste e estava envolvida em operações de narcotráfico”. O órgão acrescentou que nenhum militar americano ficou ferido na ação.

Expansão das operações e questionamentos

Desde o início da campanha, as Forças Armadas dos EUA realizaram dezenas de ataques contra embarcações que, segundo Washington, seriam usadas para o contrabando de drogas com destino aos Estados Unidos. Autoridades norte-americanas afirmam estar em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operariam a partir da Venezuela, mas não apresentaram provas definitivas que vinculem as embarcações atingidas ao tráfico.

A falta de evidências públicas alimentou um debate sobre a legalidade das operações, que inicialmente se concentravam no Caribe e, mais recentemente, se estenderam ao Pacífico. No fim de janeiro, outro ataque no Pacífico Oriental já havia resultado na morte de dois suspeitos, também classificados como traficantes.

Na semana passada, familiares de dois cidadãos de Trinidad e Tobago mortos no ano passado em uma dessas ações ingressaram com um processo por homicídio culposo contra o governo dos Estados Unidos. Trata-se da primeira ação judicial do tipo movida contra o governo Trump em razão dos ataques com mísseis realizados no Caribe e no Pacífico.