Com espaço aéreo fechado, brasileiros retidos no Oriente Médio buscam alternativas
Os ataques no Oriente Médio provocaram o cancelamento de voos, deixando milhares de passageiros retidos em aeroportos da região. Muitos brasileiros estão passando por essa situação. Em entrevista ao Jornal da CBN, o gestor de Tecnologia da Informação, Gabriel Aguiar, que está em Doha, no Catar, descreve o cenário atual:
"A cada dia a Qatar Airways manda informações a respeito do espaço aéreo e tudo mais, e continua fechado. A cada dia eles mandam informação nova, então sem informação aqui no Catar ninguém está, todos sabem, todos os dias, quais são os updates de possíveis mísseis ou espaço aéreo, a gente está sempre recebendo informações oficiais do próprio governo".
Gabriel Aguiar conta que trabalha e mora na Arábia Saudita e foi para Doha, no dia 27, para um final de semana e, desde então, não consegue deixar o local. Ele explica que não há previsão para liberação do espaço aéreo e diz pretende retornar de carro para a Arábia Saudita:
"Expectativa aérea, não tem nenhuma, tem que esperar cada dia um update, cada dia um update, mas eu estou pensando em cruzar a borda de carro, vendo alguma forma que eu possa ir para Arábia Saudita de carro, eu tenho residência lá".
Ouça a entrevista completa:
Saiba mais sobre o conflito:
O total de mortos no Irã em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel chegou a 787. A informação foi divulgada nesta terça-feira (03) pela mídia estatal iraniana, com base em dados do Crescente Vermelho, organização humanitária que atua no Oriente Médio e é ligada à Cruz Vermelha.
No quarto dia de confrontos na região, ao menos nove países já foram atingidos pela resposta iraniana aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel. Apenas nas últimas horas, houve mais dois ataques contra instalações americanas no Iraque e na Arábia Saudita.
O Departamento de Estado emitiu um alerta recomendando que cidadãos americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o conflito não será uma guerra sem fim. Em entrevista à Fox News no fim da noite de segunda-feira (02), Netanyahu afirmou que a operação é rápida e decisiva. Segundo o premiê, as ações contra o Irã ainda podem se estender por algum tempo, mas não devem durar anos.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a ofensiva e disse que os ataques representam a "última e melhor oportunidade para eliminar a ameaça do regime iraniano". Trump também afirmou que não descarta o envio de tropas ao território do Irã.
