Com envelhecimento da população, cresce parcela de brasileiros que recebem aposentadoria
O envelhecimento da população brasileira elevou a participação de pessoas que recebem renda de aposentadoria e pensão no país. Em 2025, 13,8% da população residente — o equivalente a 29,3 milhões de pessoas — tinham esse tipo de rendimento, o maior percentual da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, e também a principal fonte entre os rendimentos que não vêm do trabalho.
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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.
Esse contingente vem crescendo gradualmente ao longo dos anos. Em 2012, os aposentados e pensionistas representavam 11,7% da população. A fatia passou para 13,1% em 2019, chegou a 13,5% em 2024 e atingiu 13,8% em 2025, refletindo o avanço do envelhecimento populacional no país.
Cresce número de brasileiros com renda
Mas não foi só o número daqueles que recebem por aposentadoria que aumentou. Também subiu a parcela de brasileiros com qualquer tipo de rendimento. Em 2025, 67,2% da população residente no país — cerca de 143 milhões de pessoas — tinham alguma fonte de renda, acima dos 66,3% registrados em 2024 e dos 61,4% de 2019, no maior percentual da série histórica.
Segundo o IBGE, o avanço foi impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da renda do trabalho. Isso se reflete no contingente de pessoas com rendimento do trabalho, que também cresceu. Em 2025, 47,8% da população residente — 101,6 milhões de pessoas — tinham seus ganhos provenientes do trabalho, considerando todas as ocupações, ante 47,1% em 2024. Em 2019, esse percentual era de 44,1%.
Parcela da população que recebe cada tipo de renda
Arte O Globo
Depois das aposentadorias e pensões, os programas sociais do governo formam o segundo maior grupo entre as fontes de rendimento que não vêm do trabalho. Em 2025, 9,1% da população recebiam esse tipo de benefício. O percentual ficou estável em relação aos últimos anos, mas ainda em nível superior ao observado antes da pandemia.
As diferenças regionais também se destacam. No Norte e no Nordeste, os programas sociais têm peso maior do que aposentadorias e pensões na composição da renda da população. Já no Sul e no Sudeste, regiões com população mais envelhecida, predominam os rendimentos ligados à aposentadoria.
Outro destaque foi a categoria de "outros rendimentos", que inclui aplicações financeiras e bolsas de estudo. Essa fatia da população passou de 1,5% em 2024 para 1,9% em 2025, registrando a maior expansão entre as diferentes fontes de renda no período. Segundo o IBGE, esse movimento pode ser reflexo do patamar elevado da taxa de juros no país no último ano, que impulsionou aplicações financeiras.
