Região do país de onde saíram nomes históricos para a esquerda, como João Goulart e Leonel Brizola, o Sul foi conquistado pela direita nas eleições estaduais deste ano: No Paraná e no Rio Grande do Sul, o senador Sergio Moro (PL) e o deputado federal Luciano Zucco (PL) derrotaram os aliados dos governadores Ratinho Júnior (PSD) e Eduardo Leite (PSD), que decidiram se manter na cadeira para ajudar na eleição dos sucessores. E em Santa Catarina, Jorginho Mello garantiu uma reeleição tranquila, com quase 70% dos votos válidos. Alesp: PL sobe de 19 para 27 deputados e federação do PSDB conquista apenas uma vaga Jair x Flávio Bolsonaro: Compare a votação de pai e filho em 2022 e 2026 A vitória de Moro no primeiro turno foi a mais surpreendente: até a véspera da votação, as pesquisas indicavam que haveria um segundo turno entre o ex-juiz da Lava-Jato e o ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD), apoiado por Ratinho Júnior, ou pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), endossado pelo presidente Lula (PT). Na Quaest divulgada no sábado, o senador tinha 43% dos votos válidos, enquanto Sandro e o pedetista estavam empatados dentro da margem de erro, com 25% e 23%, respectivamente. Nas urnas, Moro teve 50,1% dos votos válidos, quase o dobro dos obtidos por Alex. Requião teve os mesmos 23% mostrados pela Quaest. Também irão para o Senado os dois integrantes da chapa de Moro, o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo). O ex-procurador da Lava-Jato chegou às urnas neste domingo com o registro de candidatura deferido, mas com a análise pendente pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sul à direita Editoria de arte No sábado, ela chegou a cassada no sábado pelo ministro Floriano Azevedo Marques para ser depois restabelecida pelo presidente da Corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, o que ajudou a manter o nome de Deltan em evidência, mesmo ele tendo sido impedido de fazer campanha por ter tido o mandato para deputado em 2023 pelo mesmo TSE. Neste ano, ele foi liberado para concorrer pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). No Rio Grande do Sul, na esteira da vitória de Luciano Zucco para o governo gaúcho, com 58% dos votos válidos, a direita também elegeu como senadores os deputados Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). Neta de Leonel Brizola, a deputada estadual Juliana Brizola (PDT) conseguiu 31% dos votos para o govenro, um percentual que é quase a metade do alcançado por Zucco. Apoiado por Leite, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) teve apenas 8%. Também saiu derrotada a ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PSOL), que disputou o Senado e tentava agregar o apoio da esquerda no estado. Além de celebrar o maior percentual de votos obtidos por um governador no Sul (68%), Jorginho Mello, reeleito governador de Santa Catarina, emplacou no Senado a deputada Caroline de Toni (PL) e o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Escanteado durante a pré-campanha da chapa de Jorginho, o senador Esperidião Amin (PP) não conseguiu ser reconduzido e assistiu na disputa estadual à derrota do aliado, João Rodrigues (PSD).
Com domínio na região Sul, PL vai governar Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
Fonte da notícia:
O Globo
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