Com disparada recente, menções a Lulinha já respondem por um terço da repercussão digital do escândalo do INSS - QTU Questões do Universo

Com disparada recente, menções a Lulinha já respondem por um terço da repercussão digital do escândalo do INSS

Fonte: Bandeira da fonte

Alvo de investigações em curso, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se a principal fonte de desgaste para o governo federal nas redes sociais em 2026.
É o que mostra levantamento da consultoria Bites a pedido do GLOBO.
Com disparada nos últimos 30 dias, as menções ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já respondem por quase um terço (31,4%) da repercussão digital do escândalo do INSS ao longo do ano.

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O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influência pela Polícia Federal (PF), em inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF).
A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional.
Ela era próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso pela PF sob a acusação de desviar recursos de aposentadorias e pensões.

O escândalo do INSS foi mencionado em 12,34 milhões de ocasições na internet este ano.
Neste período, Lulinha esteve no centro de 3,88 milhões de posts sobre o tema.
Já o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana, o Marcola, também alvo de investigação, foi citado 341 mil vezes.

Os dados mostram ainda que as menções a Lulinha em 2026 também correspondem a 6,8% das postagens sobre o pai.

Escalada de menções
Ao considerar apenas os últimos 30 dias, Lulinha foi citado em 1,2 milhão de posts, 49% do total de publicações sobre o escândalo do INSS.

Entre os políticos que utilizaram as investigações de Lulinha para atacar o governo Lula nas redes neste mês estão o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice Alfredo Gaspar (PL), que foi relator da CPI do INSS.
Outros nomes do bolsonarismo, como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL) também surfam nesta pauta.

— Apesar de uma boa parte da preocupação do Lula ser com o Marcola, os dados mostram que a situação do Lulinha é o que pode machucar mais a campanha dele.
O bolsonarismo vem agindo de forma coordenada nesse ataque, sendo essa a principal estratégia aparente para atacar o governo — avalia André Eler, diretor técnico da Bites.