Com disparada do preço, demanda global por petróleo terá maior queda desde a pandemia, prevê agência internacional

 

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A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que, em 2026, o consumo de petróleo no mundo será reduzido, diante do “choque de oferta petrolífera mais grave da história”, segundo um relatório publicado nesta terça-feira.

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Segundo a AIE, o consumo mundial de petróleo em 2026 deverá situar-se em 104,26 milhões de barris por dia (mbd) em média, contra 104,34 mbd em 2025.

“A demanda mundial de petróleo deverá recuar em 80 mil barris por dia, em média, em 2026”, afirmou a agência de energia que coordena os estoques das nações ricas da OCDE, que no mês passado previa um crescimento de 730 mil barris por dia.

No segundo trimestre, o consumo atingiria 102,07 milhões de barris por dia, ou seja, “uma queda prevista de 1,5 milhões de barris por dia (mbd)” em um ano, “a mais forte desde que a Covid-19 fez cair o consumo de combustíveis”, precisou a agência, cujas previsões mudam a cada mês conforme a conjuntura.

“Inicialmente, as reduções mais acentuadas do consumo de petróleo foram observadas no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico”, sobretudo para o combustível de aviação e o gás de petróleo liquefeito (GPL), muito utilizado para cozinhar, destacou a AIE.

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“No entanto, a destruição da demanda deverá se ampliar enquanto persistirem a escassez e o aumento dos preços”, advertiu a agência, que mencionou o “choque de oferta petrolífera mais grave da história”.

Assim, em março, a oferta mundial de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia, para 97 milhões de barris por dia, devido aos ataques contra infraestruturas energéticas do Golfo e às restrições no abastecimento de petróleo no estreito de Ormuz.

Por outro lado, a Rússia saiu ilesa dessa situação: suas receitas com exportações de petróleo dobraram de fevereiro para março, passando de 9,7 bilhões de dólares para 19 bilhões de dólares. Um crescimento impulsionado pela alta dos preços e pelo aumento de suas exportações de petróleo bruto e de derivados.

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