Com chegada da Aena, Galeão deve ter expansão de voos e melhorias operacionais e de infraestrutura
A vitória da espanhola Aena no leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, marca uma nova fase para o principal terminal aéreo do Rio. Com contrato até 2039, a empresa assumirá a operação no segundo semestre de 2026 com a promessa de ampliar voos, atrair novas rotas e melhorar a experiência dos passageiros.
As mudanças, no entanto, já começam a aparecer antes mesmo da troca oficial de comando. Nos últimos meses, o Galeão voltou ao radar das companhias aéreas e passou a receber novos investimentos. No início do ano, a Gol anunciou a criação de um hub internacional no aeroporto, com voos diretos para Nova York a partir de julho. A companhia também prevê ligações diretas para Paris e ampliou a oferta para Orlando, reforçando o papel do Galeão como porta de entrada e saída para o exterior.
A expectativa do setor é de que esse movimento se intensifique com a chegada da Aena. A operadora espanhola já administra outros aeroportos no Brasil e trabalha com um modelo de rede, o que pode favorecer a criação de novas conexões e ampliar a oferta de destinos a partir do Rio.
Além da expansão de voos, a concessionária deve investir em melhorias operacionais e de infraestrutura. A proposta é tornar o embarque e o desembarque mais eficientes, com modernização de áreas internas, serviços e processos, além de avanços em conforto, comércio e alimentação dentro do terminal.
Outro ponto considerado positivo é o novo modelo de concessão. Desta vez, a Aena terá controle total da operação, sem a divisão com a Infraero, o que pode dar mais agilidade às decisões e acelerar mudanças percebidas diretamente pelos passageiros.
Por outro lado, a construção de uma terceira pista foi descartada. Segundo o governo, a infraestrutura atual é suficiente para atender à demanda ao longo da concessão.
O Galeão movimentou cerca de 18 milhões de passageiros no último ano, sendo 12,1 milhões em voos domésticos e 5,7 milhões em voos internacionais.
Para o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, o leilão desta segunda-feira aponta o valor do Galeão para a economia do Rio e do país.
'Triplicou o valor da outorga inicial porque mostra que o Galeão forte é muito valioso para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Foi graças à decisão do presidente Lula, que colocou fim ao esvaziamento do Galeão, que decidiu regular os nossos aeroportos, coordenar os nossos aeroportos para que o Galeão pudesse, como os estudos mostravam, se viabilizar.
Oito milhões de passageiros em 2023 para quase 18 milhões de passageiros no ano passado. Para aqueles que achavam que o Galeão ia fechar, que o Galeão não tinha jeito, que o Galeão não era viável, ontem foi a vacina para a síndrome de vira-lata de vez. O Galeão é forte, o Galeão é viável e o Galeão é muito relevante não só para o Rio de Janeiro, mas também para o Brasil'.
Estudos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico apontam que a consolidação do Galeão como hub internacional pode gerar impactos relevantes no longo prazo, com potencial de adicionar R$ 50,6 bilhões ao PIB do estado em dez anos e criar cerca de 684 mil empregos.
