Com bom-humor, Ibañez não revela se está treinando como lateral ou como zagueiro:

Com bom-humor, Ibañez não revela se está treinando como lateral ou como zagueiro: 'Dá ruim para mim depois'

Fonte: Bandeira



Com o corte de Wesley por lesão e a convocação do meio-campista Éderson, a última semana antes da estreia do Brasil na Copa passou a ser marcada pela dúvida de quem ocupará a lateral direita. Escolhido para falar à imprensa nesta terça (9), Ibañez é uma das opções do técnico Carlo Ancelotti. Mas ele se esquivou das perguntas e não respondeu se vem treinando como lateral ou como zagueiro. Danilo, do Flamengo, é considerado o favorito a ocupar a lacuna.

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— Estamos trabalhando muito forte, dando nosso melhor dentro do campo para chegar o mais pronto possível para o jogo de estreia. Esse é o máximo que posso falar. Se eu fizer mais do que isso, dá ruim para mim depois — brincou o zagueiro, que depois disse que esse período de preparação tem sido mais importante que os amistosos meses atrás. — Independente se for de zagueiro ou de lateral, acredito que estou pronto.

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Em outro questionamento sobre o mesmo assunto, o zagueiro manteve a postura defensiva.

— Essa questão (posição) nao depende de mim. Onde for, eu estarei pronto para representar meu país. 

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Ibañez chegou a atuar como lateral-direito em amistoso contra a Croácia, em março, e desde a sua convocação a sua utilização como lateral era considerada uma possibilidade real. Mas agora, com a lesão de Wesley, o técnico Carlo Ancelotti ainda não definiu quem será o substituto no time titular

Conversas com Ancelotti ou com Danilo

Sincero, Ibañez afirmou que não teve qualquer conversa "especial" ou mais longa com o técnico Carlo Ancelotti ou com Danilo sobre sua possível participação como lateral.

— Para ser sincero, conversas longas, sobre lateral ou zagueiro, com o mister não tive. O mister é bem direto e reto naquilo que ele quer dentro do grupo, é importante porque clarifica muito as coisas. Quanto mais específico ele é, melhor para mim. Se ele me diz "eu quero que tu ataque", estarei pronto para atacar. Se ele me diz "eu quero que tu defenda", estarei pronto para defender.

O zagueiro também elogiou a interação com Danilo, seu atual concorrente no time titular.

— Com o Danilo o dia a dia é sempre muito bom, esclarece dúvidas que a gente tem dentro do grupo, seja de lateral ou de zaagueiro, porque ele faz as duas funções, e isso ajuda muito. Mas não teve conversa especial.

Das últimas quatro campeãs do mundo, três usaram zagueiros nas laterais, com exceção da Argentina em 2022. Ibañez disse não duvidar que Ancelotti conheça esse fato da história recente, mas novamente apenas respondeu que está pronto para jogar como o treinador preferir.

— Acredito que isso nos treinos a gente vai evoluindo cada vez mais. Me sinto pronto se tiver que apoiar lá a frente. Minas características são mais defensivas sim, mas se precisar por que não? Não é algo tão diferente do normal. Saber defender bem, estar bem com a bola. A gente sabe e tem a tranquilidade de jogar na posição. 

Gols sofridos

Apesar das vitórias nos últimos amistosos, a seleção brasileira foi vazada em todos os jogos. O zagueiro admitiu que a questão incomoda e que é motivo de cobranças internas.

— É uma questão que a gente trabalha em cima, treina em cima disso. Algo que a gente se cobra muito. Cobrança até interna da parte defensiva de cada um . Incomoda a gente sim, trabalhamos todos os dias o mais forte possível para que não aconteça.

Escolha de ir para a Arábia

Ibañez jogava na Roma, em uma das ligas mais famosas do mundo, mas em 2023 decidiu se transferir para o Al-Ahli, apostando no crescimento do campeonato saudita, que nos últimos anos atraiu diversos nomes famosos. O zagueiro disse que temeu o risco de se afastar da seleção, mas que em seis meses já tinha certeza que foi a sua melhor decisão.

— Nos primeiros meses, talvez sim (tive dúvidas), o pensamento que talvez me afastaria da seleção brasileira. Por não conhecer o país, a liga. Algo ainda em uma crescente, não estava pronto. Mas depois dos primeiros seis meses entendi que era sim o lugar para eu estar. Cresci muito pessoalmente e profissionalmente — disse Ibañez, que terá a companhia de Fabinho como outro "representante árabe" do grupo. — A Arábia fez crescer meu papel de liderança. Na Roma eu não era um dos capitães. No Al-Ahli sou um dos capitães. Quando me transferi, eu acreditei na liga, o quanto ela cresceria. E de fato cresceu. 

Emoção de disputar a primeira Copa e a diversidade do grupo

Ibañez foi convocado na primeira lista pós Copa de 2022, pelo então técnico Ramon Menezes. Depois foram três anos de hiato até retornar nesse ano, chamado por Carlo Ancelotti. O zagueiro definiu, em uma resposta em inglês, a Copa do Mundo como "a melhor parte da minha vida".

O seu vídeo no dia da convocação para a Copa foi um dos que mais chamoiu a intenção na internet, tamanho a emoção.

— É uma felicidade, um privilégio, uma honra estar aqui, onde sempre sonhei estar. Antes acreditava que era um sonho muito distante. A emoção é muito grande, mas a ficha já caiu sim. 

Com o passar dos dias, o grupo está cada vez mais entrosado, tanto no campo quanto na comunicação do lado de fora, frisou o jogador. Pela primeira vez, um elenco da seleção brasileira para a Copa do Mundo terá representatividade regional completa, com pelo menos um jogador de cada uma das cinco regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

Um fator que dá uma força a mais ao time, disse Ibañez

— Juntando todas as culturas do Brasil inteiro nos faz mais forte. Cada um pegar um pedacinho da sua terra e trazer para a seleção, faz com que a gente se conheça melhor — explicou o gaúcho Ibañeza. — No Sul estamos sempre com o chimarrão, o churrasco, brincando. Conhecemos as outras culturas do Brasil, e isso faz com que o clima seja melhor. Faz o ambiente ficar mais leve.

É uma felicidade, um privilegio, uma honra estar aqui. Onde sempre sonhei estar