Com a paraense Alane Dias no elenco, o filme Verão da Lata será exibido no encerramento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro neste sábado (19), às 20h30. Essa é a estreia mundial da obra dirigida por Santiago Dellape, que ainda tem os atores Samantha Schmütz, Babu Santana, Paulinho Serra, André Deca e Gabi Correa na trama.
“Foi uma surpresa muito positiva quando eu soube que o Verão da Lata teria sua estreia mundial no Festival de Brasília, por vários fatores: por ser meu primeiro filme e eu estar muito feliz, mas também porque o Festival de Brasília tinha sido cancelado por falta de verba. E, depois de uma supermobilização dos artistas, o festival vai acontecer agora. Então, é muito especial fazer parte de um festival que está de pé e lutou por isso, e que vai permanecer ali, ampliando a nossa arte, o nosso cinema brasileiro, que é tão diverso e lindo. Então, poder estrear a minha primeira experiência no cinema num festival como esse é uma honra”, avalia a paraense.
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A atriz faz sua estreia no cinema no papel de Marina, uma jovem caiçara que, ao lado do irmão Chico (Igor Jansen), está entre as primeiras pessoas a encontrar as latas na praia. Inspirada no caso real de 1987, quando milhares de latas de maconha surgiram no litoral brasileiro, a comédia policial acompanha os policiais federais Sandra (Samantha Schmütz) e Brasa (Babu Santana) na investigação sobre a origem da carga. Na jornada, a dupla cruza com diversos personagens da época, como traficantes, policiais corruptos, jornalistas e jovens locais.
“A preparação (para o papel) toda foi muito única. Eu estava me formando na CAL, na minha faculdade de teatro, e, ao mesmo tempo, começando a gravar o filme. Eu gravei o teste para fazer o filme dentro da CAL, com os meus colegas de classe. O Aurélio, um grande amigo meu, dirigiu o teste; a Andréia, outra grande amiga minha, contracenou comigo. Então, eu sinto que essa preparação foi muito única, sabe? Muito especial. Um momento de transição muito bonito que eu estava vivendo. E acho que é justamente isso que difere essa experiência de tudo que eu já tinha vivido. Essa possibilidade de estar realizando duas coisas ao mesmo tempo e, também, no filme, duas personagens também”, explica.
“Eu faço a Marina e a Sereia. Foi uma preparação muito agitada. Sem contar quando a gente fazia as preparações para as cenas externas. Fomos para Niterói, para as cenas que tinham um pouco mais de contato, de briga, no sol forte. Eu também aprendi a mergulhar de uma forma específica — já que eu não sabia mergulhar — para fazer uma cena em que eu pulava de um barco. Foram diversos fatores únicos que diferenciaram essa experiência. Eu sinto que a oportunidade também de estar contando uma história que é quase uma lenda urbana no Brasil é muito especial também. Porque, na preparação, eu conseguia conversar com pessoas que diziam já ter visto e vivido essa experiência, de ter lido notícias do Verão da Lata, ter essa troca com as pessoas, especialmente porque hoje eu moro aqui no Rio de Janeiro e o filme se passa muito no Rio de Janeiro. A oportunidade que eu tenho de morar hoje aqui me possibilitou também conversar mais com as pessoas, entender como essa história soava no imaginário das pessoas”, acrescenta.
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Além do longa, a paraense também se prepara para lançar em breve o microdrama vertical “Quando o coração entra em campo”, do Globoplay. Ela viverá Camille, uma influenciadora ambiciosa que tenta se aproveitar do sucesso do jogador de futebol Rocca (papel de Isacque Lopes).
“Eu acredito que a novela vertical seja muito desafiadora pela intensidade e também por ser um novo modelo. Acho que esses dois fatores são os que tornam a novela mais desafiadora. A intensidade, porque nós gravamos muitas cenas por dia, com diárias reduzidas, e num período de tempo muito rápido. E essa intensidade se reflete para outras coisas, para a nossa preparação com o texto, para a nossa preparação para a personagem. Assim como hoje as redes sociais estão cada vez mais dinâmicas, a novela vertical, que é feita para as redes sociais, acompanha isso também. Eu acredito que hoje, trabalhando com a internet, eu percebo que o que é o mais valioso é o agora. Então a novela vertical tem essa rápida adaptação, ela é colocada em prática mais rápido, e eu acho que isso é um grande desafio. Agora, sobre o novo formato, eu acho que é interessante também porque nós estamos ali todos vivendo esse formato pela primeira vez. Eu tive a oportunidade de contracenar com um elenco que já tinha uma vasta experiência de novelas convencionais e filmes, e isso me ajudou muito a trocar experiências, mas, em relação ao formato vertical, era novo para todo mundo. E eu gosto muito de buscar referências, de assistir ao que veio antes, né? E o formato vertical, por ser mais atual, ele faz com que um leque muito grande de possibilidades se abra, porque daqui é como se nós estivéssemos criando isso todo mundo junto”, analisa.
O Liberal