Com a possibilidade de alta da inflação por causa da guerra, quais são as melhores aplicações?

 

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Resposta:

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã desorganizou a economia mundial. O principal efeito, por enquanto, tem sido a alta do petróleo, e a interrupção do fluxo do comércio, especialmente para os países da Ásia.

Para o Brasil, o principal impacto é o aumento do preço dos combustíveis, que acaba tendo reflexo na inflação. Mas esse efeito tem sido menor porque o real valorizou em relação ao dólar. O dólar hoje custa menos de R$ 5. Já teve em R$ 6. Agora, a última vez que a inflação ameaçou os rendimentos das aplicações financeiras por aqui foi depois da pandemia, entre 2021 e 2022.

Naquela época, o Brasil reduziu os juros pra estimular a economia, mas os estímulos fiscais foram maiores. Daí teve um período que a inflação ficou acima do rendimento das aplicações financeiras. De lá para cá, a gente voltou a ter juros muito acima da inflação.

Hoje, a Selic está em 14,5% ao ano. E a inflação está em 4,5%. As indicações são que essa diferença vai diminuir um pouco porque os juros vão continuar caindo e as projeções são que a inflação vai ficar mais ou menos nessa faixa.

Resumo:

Então, em resumo, as aplicações no Tesouro Selic e no Tesouro IPCA continuam boas. O Tesouro Selic porque a diferença dos juros para a inflação vai continuar alta e o Tesouro IPCA porque dá para garantir essa taxa alta em relação à inflação por mais tempo.

O crédito privado é mais arriscado, porque as empresas podem pedir recuperação judicial. A bolsa vai continuar dependendo do interesse dos estrangeiros pelas empresas brasileiras, especialmente das que atuam no setor de materiais básicos, e o dólar que é mais imprevisível.