Com a chegada da Copa, Receita já apreendeu quase 1 milhão de camisas falsas de time nos últimos três meses
Com o início da Copa do Mundo se aproximando e o aumento pela procura de uniformes da seleção brasileira, a Receita Federal já apreendeu quase um milhão de camisas piratas de times de futebol em operações e apreensões realizadas nos últimos meses.
Os dados disponibilizados pela Receita mostram o balanço parcial, contabilizando quatro grandes apreensões registradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Roraima. No total, foram apreendidas mais de 965,5 mil camisas em ações no Porto de Santos (SP), portos do Rio de Janeiro, aeroporto do Galeão (RJ) e rodovia de Boa Vista (RR).
Porto de Santos - 428 mil camisas (apreensões dos últimos três meses)
Portos do Rio de Janeiro - 285 mil camisas (três operações)
Roraima - mais de 500 camisas (ação em transportadora)
“Operação Desvio de Rota”, em São Paulo - 285 mil camisas (operação ainda em andamento)
Segundo a Receita Federal, esse número corresponde apenas a uma fração do que tem sido apreendido, e que ainda não há balanço nacional fechado. O órgão afirma que mais de 100 operações foram realizadas nos últimos meses, e que novas ações do tipo serão feitas.
As quase um milhão de camisas apreendidas tem um valor de mercado de aproximadamente R$ 50 milhões, de acordo com o Fisco. Dessa forma, haveria uma sonegação de tributos de quase R$ 39 milhões.
“A Receita Federal entende que muitos consumidores consideram alto o preço de camisas oficiais. Mas combater falsificação não é defender preço alto; é defender legalidade, consumidor, empregos formais, arrecadação e concorrência justa”, afirma a Receita em nota.
Uma das maiores ações recentes aconteceu em 27 de maio, no porto de Santos. Na ocasião, a fiscalização apreendeu mais de uma tonelada de camisas de time falsificadas em um contêiner. Na carga, haviam mais de 120 mil peças falsificadas.
Segundo o órgão, entre as camisas apreendidas estavam as de seleções do Brasil, Canadá, Portugal, Itália, Argentina, Colômbia, México, Espanha, Alemanha e Japão, além de clubes brasileiros como Santos, Botafogo, Portuguesa, Flamengo e Atlético Mineiro.
