Com 45 kg nas costas, porta-bandeira da Mangueira transforma peso em leveza na Avenida

 

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Quem passava pela concentração do desfile da Estação Primeira de Mangueira, via giros suaves e sincronia impecável entre o primeiro casal da Mangueira. O que não aparece na televisão é o esforço hercúleo por trás da dança.

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A porta-bandeira Cintya Santos atravessa a Marquês de Sapucaí sustentando 45 quilos de fantasia. Já o mestre-sala Matheus Olivério carrega cerca de 20 quilos. Juntos, são 65 quilos de estrutura, penas e armações desafiando gravidade, resistência e técnica.

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O casal representa os participantes indígenas do Turé, celebração do extremo norte do país que abre a narrativa do enredo mangueirense. As fantasias trazem exuberante trabalho plumário e padronagens inspiradas nas artes dos povos originários, evocando o ritual que conduz a escola na Avenida.

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Mas sustentar ancestralidade pesa e muito. A coreógrafa Ana Paula Lessa explica que o impacto físico exige estratégia. No caso de Cintya, a escolha da botinha com salto pequeno e quadrado é fundamental.

— Protege o pé todo. O tornozelo fica estabilizado. Essa fantasia é muito pesada.

Com 45 quilos distribuídos entre armação, costeiro, penas e estrutura do figurino, o equilíbrio não é detalhe — é sobrevivência técnica. A bota, com cano curto acima do tornozelo, oferece mais firmeza nos giros e segurança para sustentar o pavilhão sem comprometer a postura.

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— Você tem que se equilibrar numa base pequena. Não é bom nem pra coluna — observa Ana Paula ao comparar com os antigos saltos finos.

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No caso de Matheus, os 20 quilos exigem controle muscular e consciência corporal. O mestre-sala precisa manter leveza nos movimentos, postura ereta e elegância no cortejo — tudo isso enquanto sustenta uma fantasia volumosa que amplia o personagem em cena.

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— A gente sempre trabalha para menos, mas quando vem, a gente pega a fantasia com garra, com posto e faz mole. O nosso diferencial é ensaio, muito ensaio — contou a porta-bandeira

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