A Colômbia extraditou para os Estados Unidos um suposto líder do narcotráfico de uma facção dissidente do antigo grupo rebelde Farc, disseram três fontes da polícia à Reuters nesta sexta-feira. A transferência representa a primeira extradição de um comandante de alto escalão de um grupo armado ilegal durante o governo do presidente Abelardo De La Espriella, que tomou posse em agosto. Leia também: EUA preparam terreno para possível ação militar em torno de Cuba, diz TV Delcy Rodríguez promete eleições na Venezuela em transição para ‘democracia plena’ Atividade econômica na Argentina despenca em julho Geovany Andres Rojas, mais conhecido como “Araña”, é acusado de liderar a facção Comandos de Fronteira, da Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB), um dos vários grupos formados por ex-combatentes das Farc que rejeitaram ou abandonaram o acordo de paz firmado com o governo em 2016.
Sob forte esquema de segurança em uma base aérea da Polícia Nacional da Colômbia em Bogotá, Rojas foi entregue a autoridades americanas, disseram as fontes.
Promotores dos EUA acusam Rojas de tráfico de drogas e conspiração criminosa relacionados a supostas operações na Colômbia e no Equador que remontam a 2017.
Espriella, advogado de direita de 49 anos, reverteu a estratégia de negociação de seu antecessor, Gustavo Petro. Desde que assumiu o cargo, encerrou as negociações de paz com grupos armados ilegais, incluindo algumas facções dissidentes das Farc, e lançou uma ofensiva militar para retomar territórios remotos em regiões montanhosas e de selva.
As autoridades afirmam que esses grupos se financiam por meio do tráfico de cocaína, da mineração ilegal e da extorsão. O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, fala durante uma entrevista coletiva em Bogotá, na Colômbia, na quinta-feira, 30 de julho de 2026 AP/John Vizcaino
Valor