Batom, creme facial, máscara, gummy, cápsula, pó e até água com colágeno.
A proteína que virou palavra-chave no universo da beleza aparece hoje em produtos de formatos tão diferentes que pode parecer que todos têm o mesmo efeito.
Mas não é bem assim.
O que muda de uma opção para outra é, principalmente, o caminho percorrido pelo ingrediente e o que ele pode fazer depois que entra em contato com o organismo.
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"A palavra colágeno aparece em muitos produtos, mas eles não agem da mesma forma no organismo", afirma a dermatologista Joana Petito Magnavita, médica da Harmonize Gold.
Nos cosméticos de uso tópico, o colágeno convencional tende a permanecer nas camadas mais superficiais.
Pode ajudar na hidratação, na maciez e no aspecto geral do rosto, mas isso não significa que a proteína esteja chegando às camadas mais profundas para repor as fibras responsáveis pela sustentação dos tecidos.
"Um creme, uma máscara ou um batom pode melhorar a hidratação e a aparência da pele sem que o colágeno presente na fórmula esteja chegando à derme e se transformando em uma nova fibra.
Ter colágeno no rótulo não significa repor colágeno na pele", explica.
Quando a proteína é ingerida, o percurso é outro.
Gummies, cápsulas, pós e bebidas passam pelo sistema digestivo, onde o colágeno é quebrado em aminoácidos e pequenos peptídeos antes de ser absorvido.
Isso não significa, porém, que o que foi consumido chegue intacto ao tecido ou seja direcionado exclusivamente para ele.
A água enriquecida segue esse mesmo caminho, assim como outras formas de suplementação oral.
Já os bioestimuladores pertencem a uma categoria diferente.
Aplicados diretamente no tecido, eles têm como objetivo provocar uma resposta local do organismo associada à produção de colágeno.
A diferença, portanto, não está apenas na forma como o ingrediente aparece na embalagem, mas no caminho que percorre e no efeito esperado.
"Não existe um único caminho do colágeno até a pele.
O creme atua principalmente na superfície, o suplemento passa pelo organismo e o bioestimulador trabalha a partir de uma resposta local do próprio tecido.
Por isso, mais importante do que procurar a palavra ‘colágeno’ é entender o que aquele produto realmente consegue fazer", conclui Joana.
