Coincidência com a trend ou não: os cabelos dos anos 80 estão voltando

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Fonte da notícia: Extra Extra

Uma brincadeira que virou trend. Nessa última semana, um aplicativo de inteligência artificial, que transforma qualquer selfie em um retrato oitentista tomou conta das redes sociais. E o resultado impressiona pela precisão: ombreira estruturada, cor saturada, maquiagem marcada e, principalmente, o cabelo. Muito cabelo. Volumoso, esvoaçante, uma dose generosa de laquê. E a internet foi à loucura. Em poucas horas, já eram muitas as representações e pessoas caracterizadas de anos 80.

Coincidência ou não, no dia 6/9, a Vogue Espanha publicou uma reportagem apontando que os penteados dos anos 80 estão prestes a voltar. E as referências citadas não são aleatórias: Cindy Crawford, Madonna, Sarah Jessica Parker e Brooke Shields. Veja um exemplo aqui Quatro mulheres que inspiraram o repertório capilar de uma década inteira, cada uma do seu jeito. O cabelo de Cindy era um volume domesticado, aquele blow out de capa de revista. O de Madonna, uma bagunça calculada. Sarah Jessica firmou o cacho solto como assinatura. E Brooke emoldurou a sobrancelha mais famosa da época com um lindo volume. O que essas quatro cabeças têm em comum? Nenhuma delas era discreta. E aí é que a coisa fica interessante. A gente passou os últimos anos com cabelos mais comportados como tendência. Progressiva, escova, alisamento, aquele coque da clean girl tão apertado que parecia dor de cabeça garantida. A promessa era naturalidade e baixo esforço, mas o efeito prático foi o achatamento.

Ciclos estéticos se esgotam pela saturação, e a resposta quase sempre vem pelo extremo oposto. É exatamente isso o que está acontecendo. O volume não volta só por nostalgia, volta por reação. Depois de tanto tempo de raiz colada, ocupar espaço virou posicionamento. Volume é a nova rebeldia. Agora, antes que você se assuste, um esclarecimento prático: a versão 2026 disso é bem mais usável do que parece. Mais leve que o laquê industrial de 1987. É recuperar corpo na raiz, trocar a chapinha pelo difusor, tratar o frizz como textura e não como defeito. O volume volta editado, não decalcado. E fica a pergunta que o próprio aplicativo levanta. Uma coisa é achar o máximo o seu retrato oitentista na tela do celular. Outra é levar o volume para a rua. Agora me conta: você usaria na vida real ou fica só no filtro?

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