Cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira acumula fortuna de R$ 8,1 bilhões; conheça sua trajetória - QTU Questões do Universo

Cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira acumula fortuna de R$ 8,1 bilhões; conheça sua trajetória

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Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, tem um patrimônio estimado em R$ 8,1 bilhões e é atualmente a quinta mulher mais rica do Brasil, segundo ranking divulgado pela Forbes Brasil.
Aos 42 anos, a executiva também integra um grupo ainda mais restrito: o das brasileiras que construíram a própria fortuna, em vez de recebê-la por herança.
Segundo a Forbes, Junqueira detém cerca de 2,9% das ações do Nubank.
A participação na instituição financeira, fundada por ela em 2013 ao lado de David Vélez e Edward Wible, é a principal origem de seu patrimônio.
A executiva entrou para a lista de bilionários depois da abertura de capital do Nubank na Bolsa de Nova York, em dezembro de 2021.
Na época, aos 37 anos, tornou-se a primeira mulher a alcançar o status de bilionária a partir da criação de uma fintech no Brasil, de acordo com a Forbes.
O novo levantamento coloca Junqueira em quinto lugar entre as mulheres mais ricas do país.
A presença feminina, porém, continua minoritária entre os bilionários brasileiros: apenas 50 mulheres aparecem na lista da Forbes com fortunas de pelo menos R$ 1 bilhão, menos de 20% do total.
Da engenharia à criação do Nubank
Formada em engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), Junqueira trabalhou no Boston Consulting Group (BCG) e construiu parte de sua carreira no setor financeiro antes de empreender.
Em 2013, deixou um cargo executivo no Itaú Unibanco para criar o Nubank com Vélez e Wible.
Nos primeiros anos da fintech, a estrutura era pequena a ponto de a própria cofundadora atender ligações de clientes em seu celular.
A empresa começou oferecendo um cartão de crédito sem anuidade e cresceu até se transformar em uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais da América Latina.

Dos primeiros clientes à expansão nos Estados Unidos
Mais de uma década depois da fundação, Junqueira está envolvida diretamente em uma nova etapa da história do Nubank: a entrada nos Estados Unidos.
A executiva mudou-se para Miami com a família para liderar a operação americana.
Em janeiro de 2026, o Nubank recebeu aprovação condicional para estabelecer um banco nacional nos Estados Unidos, passo necessário para avançar no mercado financeiro do país.
A missão, segundo a própria Junqueira, está longe de ser simples.
Em entrevista ao Valor Econômico em abril, afirmou que “nada será mais difícil do que construir uma marca nos EUA”.
Ao chegar ao país, contou inclusive ter enfrentado dificuldades para obter um cartão de crédito – uma barreira que remete, de certa forma, ao problema que ajudou a atacar quando criou o Nubank no Brasil.
A expansão também ganhou uma vitrine de grande alcance em 2026.
O Nubank fechou um acordo para dar nome ao estádio do Inter Miami, que passará a se chamar Nu Stadium, parte da estratégia para ampliar o reconhecimento da marca no mercado americano.
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