Cochilo premium: companhia aérea da Nova Zelândia terá beliches a bordo em voos de 17 horas de duração

 

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Você já ouviu falar do Sky Couch. Agora, prepare-se para o Skynest. Você sonha em viajar deitado, mas seu orçamento é de classe econômica? Em breve, será possível ficar na horizontal sem precisar comprar uma passagem de classe executiva de US$ 5 mil (ou cerca de R$ 25 mil).

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A Air New Zealand anunciou em 14 de abril que lançará, em novembro de 2026, suas novas cápsulas de descanso em formato semelhante a beliches, chamadas Skynest, para os voos de cerca de 17 horas entre Auckland e Nova York. Quatro horas de descanso em uma das cápsulas privativas custarão US$ 495 (R$ 2.466, na cotação atual) além de uma passagem só de ida na classe econômica de cerca de US$ 900 (R$ 4.485).

As cápsulas são a mais recente aposta das companhias aéreas para atrair passageiros de menor poder aquisitivo a gastar mais com serviços premium e extras. A Air New Zealand já lidera esse movimento no setor ao oferecer, desde 2011, um “sofá-cama” totalmente reclinável em uma fileira de três assentos da classe econômica em alguns voos de longa distância.

A United Airlines informou no mês passado que também começará a oferecer sua própria versão desse sofá-cama, chamada Relax Row, a partir de 2027. Outras companhias, incluindo a Vietnam Airlines e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, no Brasil, também adotaram versões semelhantes da fileira econômica reclinável.

Beliches das cápsulas Skynest, novo serviço da Air New Zealand para seus voos entre Auckland, na Nova Zelândia, e Nova York

Gabe Castro-Root/The New York Times

Nikhil Ravishankar, diretor-executivo da Air New Zealand, afirmou em entrevista que o objetivo da companhia é “vencer no quesito sono”.

- Nossa localização geográfica no mundo certamente é uma motivação para acertar nisso - disse Ravishankar, observando que uma parcela desproporcional das rotas da companhia é de voos longos e noturnos.

As cápsulas, que foram exibidas em Nova York durante o anúncio, contam com um colchão fino, porém macio, cobertor, travesseiro, cinto de segurança, entradas USB-A e USB-C e uma cortina de privacidade. A companhia informa que cada cápsula mede cerca de 2,03 metros, embora pareça que qualquer pessoa com mais de 1,80 metro possa ter de se contorcer um pouco para entrar ou sair.

Os usuários não precisarão programar despertador: as luzes acendem automaticamente quando o período termina, e um membro da tripulação acordará qualquer passageiro que esteja dormindo profundamente. A equipe então terá 30 minutos para trocar a roupa de cama antes do próximo uso.

Por enquanto, o Skynest estará disponível apenas nos voos entre Auckland e Nova York, que, com quase 14,5 mil quilômetros e duração entre 17 e 18 horas, é a rota mais longa da Air New Zealand. As cápsulas podem acomodar seis pessoas ao mesmo tempo e substituirão cinco assentos nas novas aeronaves Boeing 787-9, que também terão uma configuração ampliada de classes premium. Esses aviões contarão com apenas 120 assentos na classe econômica, contra mais de 200 nos modelos 787 atualmente usados nessa rota.

Os passageiros deverão reservar as cápsulas com antecedência; as vendas online começam em 18 de maio para viagens a partir de novembro. No futuro, a companhia pretende permitir que passageiros já em voo também possam reservar um horário para cochilar, caso ainda haja disponibilidade.