Cirurgia de Arrascaeta: entenda o procedimento que o meia do Flamengo terá de passar para corrigir a clavícula

 

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O procedimento cirurgico ao qual meia Arrascaeta será submetido nesta quinta-feira para corrigir a fratura na clavícula direita seguirá um procedimento considerado padrão na ortopedia. A cirurgia é indicada em casos com desvio ósseo ou necessidade de recuperação mais rápida — cenário comum em atletas de alto rendimento.

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A intervenção, realizada sob anestesia geral e com duração média de cerca de uma hora, tem como objetivo reposicionar e estabilizar o osso fraturado. Para isso, o cirurgião faz uma incisão sobre a região da clavícula, alinha cuidadosamente os fragmentos ósseos e promove a fixação com o uso de placas e parafusos, geralmente de titânio ou aço inoxidável. Esses materiais mantêm a estrutura estável durante o processo de consolidação, permitindo que o osso cicatrize na posição anatômica correta.

A opção cirúrgica costuma ser adotada quando há afastamento significativo entre os fragmentos da fratura, encurtamento do osso ou risco de complicações, além de situações em que o retorno mais rápido às atividades é necessário. No caso de Arrascaeta, que sofreu a lesão após uma queda com impacto direto sobre o ombro durante o empate com o Estudiantes, pela Libertadores, o mecanismo é típico desse tipo de fratura — quando toda a força do impacto é transferida para a clavícula, um osso fino e exposto.

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No pós-operatório, o tratamento envolve imobilização do ombro com tipoia por cerca de quatro semanas, seguida de fisioterapia. A recuperação funcional costuma evoluir de forma gradual, com retorno às atividades cotidianas após o período inicial de imobilização e liberação para esforços físicos mais intensos em torno de dois a três meses, prazo estimado também para atletas voltarem aos gramados.

Apesar da presença de placas metálicas, a retirada do material não é necessária na maioria dos casos, já que ele não costuma causar incômodo. A remoção só é indicada em situações específicas, como infecção ou falha na consolidação, consideradas raras.

A fratura da clavícula está entre as lesões mais comuns do ombro e representa uma parcela significativa dos casos ortopédicos, especialmente em contextos esportivos. A cirurgia, quando indicada, tende a oferecer melhor alinhamento ósseo e menor risco de complicações, fatores que pesam na decisão médica, principalmente em atletas profissionais como o meia do Flamengo.