Cirurgia da ex-BBB Raquele Cardozo levanta debate sobre redução mamária e autoestima

Cirurgia da ex-BBB Raquele Cardozo levanta debate sobre redução mamária e autoestima

 

Fonte: Bandeira



Ao comentar a experiência de reduzir os seios após anos lidando com o desconforto causado pelo volume excessivo, Raquele Cardozo trouxe novamente à tona uma discussão cada vez mais presente nos consultórios de cirurgia plástica: o aumento da procura pela mamoplastia redutora não apenas por razões estéticas, mas também por qualidade de vida. Quase um ano após o procedimento, a cantora afirma viver uma nova relação com o próprio corpo e com a autoestima.

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Segundo Raquele, a adaptação ao resultado foi positiva desde os primeiros meses. A artista retirou cerca de um quilo de cada mama e passou a compartilhar com seguidores parte das mudanças percebidas na rotina após a cirurgia.

Especialistas explicam que a busca pela redução mamária costuma estar ligada a questões físicas e emocionais que impactam diretamente o dia a dia das pacientes. De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, o procedimento é indicado principalmente para mulheres com mamas naturalmente volumosas e desproporcionais ao restante do corpo.

"Nesses casos, é indicada a mamoplastia redutora, que consiste na remoção do excesso de glândula mamária, pele e gordura, além do reposicionamento das mamas para que fiquem proporcionais ao corpo", afirma a médica.

Embora frequentemente associada apenas à aparência, a cirurgia costuma envolver impactos mais amplos na saúde física e mental. Marcas profundas provocadas pelas alças do sutiã, dores constantes, assaduras e limitações para atividades simples estão entre as queixas mais recorrentes. Segundo o cirurgião plástico Carlos Manfrim, o desconforto pode afetar até mesmo a forma como a mulher se relaciona socialmente.

"O tamanho dos seios pode afetar a autoestima e o bem-estar da paciente de tal forma que se tornam impedimentos em seu dia-a-dia, podendo gerar até traumas psicológicos", destaca.

Redução mamária de Raquele Cardozo levanta discussão sobre saúde e autoestima

Reprodução Instagram

Além da melhora emocional, há ainda benefícios funcionais importantes. O excesso de peso na região das mamas pode provocar sobrecarga muscular, dores na coluna e alterações posturais ao longo dos anos.

"Seios grandes e pesados, muitas vezes desproporcionais ao corpo, podem provocar uma sobrecarga da coluna e da musculatura da região, causando dores e prejuízos à mobilidade, além de, a longo prazo, prejudicar a postura, com inclinação dos ombros e pescoço para frente, o que é chamado de cifose", detalha a Dra. Beatriz.

A recuperação da mobilidade também costuma influenciar diretamente a prática de exercícios físicos. Segundo a médica, muitas pacientes relatam mais disposição para atividades esportivas após o procedimento.

"Ao reduzir o volume mamário, muitas pacientes passam a ter mais facilidade para se movimentar e praticar atividade física, o que acaba tornando mais fácil também melhorar hábitos de vida e contribui para o controle do peso", diz.

Redução mamária de Raquele Cardozo levanta discussão sobre saúde e autoestima

Reprodução Instagram

Estudos recentes também vêm analisando possíveis impactos metabólicos relacionados à cirurgia. De acordo com especialistas, pesquisas apontam associação entre a redução mamária e menor risco de alterações como hipertensão, pré-diabetes e diabetes tipo 2, além de melhora em índices relacionados ao colesterol e triglicérides.

O debate em torno da naturalidade no universo da cirurgia plástica também aparece no aumento da procura pela troca de próteses grandes por versões menores. Segundo o Dr. Carlos, implantes excessivamente volumosos podem provocar flacidez, estrias e desconfortos físicos a longo prazo. Para o médico, o planejamento individualizado segue sendo o principal fator para alcançar resultados equilibrados e seguros.

"Antes de decidir pelo tamanho da prótese, precisamos avaliar os desejos e expectativas da paciente, seu estilo de vida, as medidas do tórax, a estatura, a quantidade de tecido mamário já presente, a elasticidade da pele, se é a primeira cirurgia. São muitos fatores e tudo deve ser levado em consideração para alcançarmos um resultado satisfatório, natural e seguro", conclui.