Ciro Gomes avalia ser candidato a presidente pelo PSDB após convite de Aécio: ‘Minha angústia não permite descartar’

 

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Candidato a presidente em quatro eleições, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira que não descarta disputar novamente o Palácio do Planalto este ano, desta vez pelo PSDB. A fala ocorreu após receber um convite público do presidente da sigla, Aécio Neves (MG), que pediu ao colega para deixar de lado o pleito ao governo do Ceará.

Segundo Ciro Gomes, o cenário do país o impede de rejeitar de imediato a possibilidade.

— Eu só não descarto imediatamente este honroso convite por uma circunstância: o país está vivendo talvez um dos piores momentos da história moderna — disse Ciro.

O político cearense falou sobre o assunto ao tratar dos dados do Brasil sobre endividamento e informalidade.

Ciro participou de um evento do PSDB, partido ao qual se filiou em outubro do ano passado, ao lado de Aécio. No encontro, o tucano defendeu o nome de Ciro como alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, sendo aplaudido por integrantes da sigla.

Em sua fala, Ciro classificou o convite como motivo de “honra e alegria”, mas afirmou que a decisão precisa ser amadurecida, especialmente com sua base política no Ceará.

— Uma convocação como essa não pode ser considerada apenas um agrado ao meu sofrido coração. Tem que ser amadurecida junto à minha comunidade, antes de mais nada, no Ceará — afirmou.

O ex-ministro também citou a gravidade da situação econômica e social do país ao cogitar candidatura.

— Nós temos um colapso de crédito, uma economia com forte informalidade e uma descrença quase total na democracia — disse.

Apesar disso, Ciro ressaltou que não pode aceitar o convite de imediato, mencionando compromissos políticos com seu estado de origem.

— O meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio — ponderou.

Ao final, ele reforçou a crítica à polarização política e afirmou que o país precisa de alternativas.

— O Brasil é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro — declarou.