Cinema, música e teatro marcam ocupação em homenagem a Sérgio Ricardo
Entre os dias 11 e 22 de maio, os campus da UFRJ e da Unirio, na Urca, receberão a primeira edição do projeto “Sérgio Ricardo memória viva ocupa universidades”. Organizada pela Cacumbu Produções, em parceria com o Lab Cultura Viva, da Escola de Comunicação da UFRJ, o evento pretende apresentar o público ao universo do compositor e cineasta Sérgio Ricardo.
Bodas ao ar livre: espaços para casamento na Barra e nos arredores têm procura para festas de renovação de votos
Não era arrastão: tumulto em shopping da Zona Norte assusta clientes, fecha lojas e provoca correria; vídeo
As atividades são abertas ao público em geral, não estando restritas aos estudantes das duas universidades. Nesta quarta, às 19h, acontece a apresentação da peça “Re-acordar”, na Sala Vianninha da Escola de Comunicação da UFRJ, que fica na Avenida Pasteur 250.
A programação contará com exibição de filmes, rodas de conversa, apresentações musicais e peça de teatro. As atividades serão distribuídas entre as duas universidades. A entrada é gratuita nos dois espaços.
Um dos destaques é a projeção de quatro longas dirigidos pelo artista, entre eles “Esse mundo é meu” (1964), que retrata tensões sociais no ambiente urbano, e “A noite do espantalho” (1974), que mistura elementos populares e políticos em sua narrativa. Após as sessões, parte das atividades contará com debates sobre cinema, música e memória.
Filmes dirigidos por Sérgio Ricardo integram a ocupação que destaca toda a sua produção artística
Juca Martins/Acervo Sérgio Ricardo Memória Viva
— A obra dele fala muito sobre a identidade, a cultura e o povo brasileiros. A ideia é pensar como isso se atualiza hoje — diz Marina Lutfi, filha de Sérgio Ricardo e idealizadora da ocupação.
Outro destaque é uma aula-show com Marina Lutfi e João Gurgel, que interpretarão canções do compositor em diálogo com o público.
O evento também incluirá rodas de conversa sobre temas como arte e política, preservação de acervos e o papel da cultura na formação coletiva da sociedade.
O projeto busca aproximar estudantes, pesquisadores e o público em geral da obra de Sérgio Ricardo, conectando memória, arte e questões contemporâneas.
— Queria muito que as pessoas ficassem tão impactadas quanto eu fiquei quando comecei a entender a obra do meu pai. É uma forma de abrir o leque, apresentar artistas que muitas pessoas ainda não conhecem — afirma Marina Lutfi.
A proposta retoma, inclusive, a relação do artista com o ambiente universitário, que marcou sua trajetória por décadas.
Initial plugin text
