Cinco olimpíadas, zero medalhas, e ainda assim uma lenda: relembre a trajetória de Oscar nos Jogos
A lenda do basquete, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. A tristeza pela perda de um grande nome também acompanha a nostalgia de se relembrar seus grandes feitos, entre eles, se tornar o maior nome brasileiro na modalidade, mesmo sem ganhar nenhuma medalha nas cinco edições de Jogos Olímpicos em que disputou.
Oscar Schmidt é o recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições seguidas, e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Ainda assim, nunca conseguiu chegar ao pódio.
Ele participou dos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Oscar foi cestinha em três delas: Seul 1988 (338 pontos), Barcelona 1992 (198 pontos) e Atlanta 1996 (219 pontos).
Oscar quebrou recordes em Seul 1988. Ele marcou 55 pontos em uma única partida, contra a Espanha — a maior pontuação individual de um único jogo na história dos Jogos Olímpicos. Mas além deste:
Melhor média de pontos;
Mais pontos em uma única edição;
Mais cestas de 3 pontos em uma edição;
Mais cestas de 3 pontos em um único jogo;
Mais cestas de 2 pontos em um único jogo;
Mais lances livres em uma edição;
Mais lances livres em um único jogo.
Fora das Olimpíadas
Além dos bronzes no Mundial de 1978 ele também teve o Pan-Americano de 1979. A conquista da medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, em 23 de agosto de 1987, em Indianápolis, no Market Square Arena, foi sua consagração. O Brasil de Gérson, Israel, Oscar, Marcel e Guerrinha venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em um jogo histórico. Foi a primeira vez que os EUA perderam uma partida oficial em casa e em que sofreram mais de cem pontos. Além disso, os americanos estavam invictos em mais de 60 jogos.
