Cinco exercícios para reduzir a ansiedade em segundos, de acordo com especialista em longevidade

 

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A ansiedade nem sempre exige horas de introspecção para diminuir. Às vezes, basta intervir através do corpo. Essa é a premissa compartilhada pelo Dr. Rodrigo Arteaga, que, em um vídeo recente no Instagram — onde tem mais de um milhão de seguidores — propõe uma série de exercícios simples para reduzir a ativação do sistema nervoso em questão de minutos.

— Se sua mente está acelerada ou você sente tensão no corpo, seu sistema nervoso está mais ativado do que o normal — explica ele. E acrescenta uma ideia fundamental: você nem sempre precisa “pensar” em se acalmar, mas sim construí-la fisicamente.

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Um dos aspectos mais interessantes dessa abordagem é que ela se concentra no corpo como porta de entrada para a regulação da ansiedade. Isso está ligado ao funcionamento do sistema nervoso: quando estamos estressados, o estado de alerta (simpático) predomina; quando relaxamos, o sistema parassimpático, responsável pelo repouso e recuperação, é ativado.

As técnicas propostas por Arteaga visam justamente facilitar essa mudança. Uma delas consiste em cerrar os punhos com força por 10 segundos e depois soltá-los. Esse gesto simples ajuda a liberar a tensão muscular acumulada, uma das formas pelas quais o estresse se manifesta fisicamente.

Em segundo lugar, sugere-se prestar atenção à mandíbula. Muitas pessoas mantêm essa área contraída inconscientemente, o que conserva um estado constante de alerta. Relaxá-la, mesmo que pareça mínimo, pode enviar um sinal de segurança ao corpo.

Outra estratégia que ele menciona é direcionar a atenção para o ambiente imediato. Por exemplo, fazer uma pausa para identificar três sons ao seu redor. Este exercício aparentemente simples tem um propósito importante: tirar a mente do ciclo de pensamentos e trazê-la para o momento presente.

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Seguindo essa mesma linha de raciocínio, sugere-se a conexão com o corpo por meio do contato físico: sentir o peso do próprio corpo na cadeira ou no chão. Essa percepção concreta ajuda a "ancorar" a experiência e a reduzir a sensação de ameaça.

Por fim, a respiração desempenha um papel central. Arteaga recomenda que ela seja mais lenta e, sobretudo, que a expiração seja mais longa que a inspiração. Esse padrão respiratório ativa o sistema nervoso parassimpático, o que ajuda a reduzir o estresse. Isso não é por acaso: diversas disciplinas, da psicologia a práticas como a ioga, concordam que a respiração é uma das ferramentas mais diretas para influenciar o estado mental.

Por trás dessas dicas, reside uma mudança de perspectiva que vem ganhando cada vez mais força: a compreensão de que a ansiedade não é controlada apenas pelo pensamento.

— A calma não é algo em que você pensa; ela se constrói de dentro para fora — resume o médico.

Em um mundo onde muitas pessoas vivem com a mente agitada, essas ferramentas oferecem algo valioso: a capacidade de intervir no momento presente, sem precisar se isolar ou dedicar muito tempo.