Cientistas pioneiros no sequenciamento rápido de genomas recebem o Prêmio Princesa das Astúrias

 

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Os químicos britânicos David Klenerman e Shankar Balasubramanian e o biofísico francês Pascal Mayer receberam nesta quarta-feira, na Espanha, o Prêmio Princesa das Astúrias de Investigação Científica por seus trabalhos em sequenciamento rápido de genomas.

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Segundo o júri do prêmio, os avanços desenvolvidos pelos cientistas “impulsionaram o diagnóstico clínico e a pesquisa em biologia, biomedicina, medicina forense e ecologia”.

A premiação é concedida pela Fundação Princesa das Astúrias, ligada à herdeira do trono espanhol.

Antes das contribuições de Klenerman, Balasubramanian e Mayer, “o sequenciamento de um genoma humano completo exigia meses e milhões de euros”, destacou o júri.

Hoje, segundo a fundação, o processo “pode ser feito em um dia e de forma milhares de vezes mais barata”.

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Avanço foi decisivo durante a pandemia

Segundo o júri, a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores permitiu avanços importantes em diversas áreas da ciência e da medicina.

Entre eles está o sequenciamento rápido do SARS-CoV-2 durante a pandemia de Covid-19, fator considerado decisivo para acelerar o desenvolvimento de vacinas.

Klenerman e Balasubramanian fundaram a empresa de biotecnologia Solexa — posteriormente incorporada pela Illumina — responsável por apresentar “um método comercial de sequenciamento de genomas rápido, barato e eficaz”, explicou a Fundação Princesa das Astúrias.

Os trabalhos da dupla se apoiaram em avanços anteriores de Pascal Mayer, que pesquisou a “amplificação superficial do DNA”, técnica que permite copiar material genético em superfícies sólidas e facilitar o sequenciamento em larga escala.

Terceiro prêmio da edição

O Prêmio Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica é o terceiro dos oito galardões anunciados nesta edição.

Criados em 1981, os prêmios são considerados os mais prestigiosos do mundo ibero-americano.

Cada categoria inclui 50 mil euros — cerca de US$ 58 mil — e uma escultura criada pelo artista catalão Joan Miró.

No ano passado, a categoria premiou a geneticista americana Mary-Claire King por pesquisas aplicadas à prevenção do câncer.

Em edições anteriores, também foram reconhecidos os cientistas responsáveis pela descoberta do RNA mensageiro, tecnologia usada nas vacinas contra a covid-19.

Neste ano, os prêmios já anunciados incluem o Princesa das Astúrias das Artes, concedido à cantora Patti Smith, e o de Comunicação e Humanidades, atribuído ao estúdio japonês Studio Ghibli.

A cerimônia de entrega ocorre tradicionalmente em outubro, em Oviedo, nas Astúrias, com participação do rei Felipe VI, da rainha Letizia e da princesa Leonor.