Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, identificaram um grupo de células que pode ajudar a explicar o aumento da próstata com o envelhecimento. Chamadas de WIF1+, elas são mais abundantes na região da glândula onde costuma surgir a hiperplasia prostática benigna, uma condição caracterizada pelo crescimento do órgão sem a presença de câncer.
O achado, publicado em 10 de setembro na revista The Journal of Pathology, oferece uma possível explicação para a localização do problema. A hiperplasia prostática benigna é o problema de próstata mais comum entre homens com mais de 50 anos.
O crescimento envolve o aumento do número de células e ocorre principalmente na chamada zona de transição, que fica ao redor da uretra, o canal por onde a urina sai do corpo. Quando a região aumenta de volume, pode comprimir o canal e dificultar a passagem da urina, tornando o fluxo mais lento e interrompido.
A localização das células identificadas chamou a atenção justamente por coincidir com a área mais afetada pela condição. A equipe analisou tecidos sem câncer retirados de 10 homens que passaram por cirurgia para tratar tumores na próstata.
Foram examinadas amostras das três principais zonas da glândula, com a avaliação da atividade dos genes em quase 130 mil células individuais. Os principais achados foram:
Os resultados sugerem que as células WIF1+ podem participar das mudanças que favorecem o aumento benigno da próstata. A comunicação delas com células vizinhas também pode ajudar a criar um ambiente favorável ao crescimento naquela região da glândula.
O próximo passo será investigar diretamente a função daquele grupo celular. Caso sua participação no desenvolvimento da hiperplasia seja confirmada, as células poderão se tornar alvos de pesquisas para novos medicamentos.
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