Cientistas conseguem derreter diamante em laboratório e avançam em hipótese de ‘chuva de diamantes’ em Urano e Netuno; entenda - QTU Questões do Universo

Cientistas conseguem derreter diamante em laboratório e avançam em hipótese de ‘chuva de diamantes’ em Urano e Netuno; entenda

Fonte: Bandeira da fonte

Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, conseguiram derreter diamante em laboratório sob condições extremas.
O experimento, realizado no Laboratório de Laser Omega, da Universidade de Rochester, e publicado em 13 de agosto na revista Nature Physics, ajuda a esclarecer como o carbono pode se comportar no interior de Urano e Netuno, onde existe a hipótese de uma "chuva de diamantes".
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O teste utilizou um laser para atingir a camada externa de uma amostra de diamante e produzir uma onda de choque em seu interior.
Por uma fração de segundo, o material foi submetido a uma pressão três vezes superior à do núcleo terrestre e a temperaturas próximas às da superfície do Sol.
Os pesquisadores acompanharam as mudanças com instrumentos de medição, incluindo uma técnica de raios X de alta velocidade.
Resultado resolve divergência entre experimentos e modelos
Segundo o Universe Today, estudos anteriores apresentavam uma diferença de até 20% entre as medições do ponto de fusão do diamante e as previsões dos modelos teóricos.
Os novos dados indicam que o comportamento observado é compatível com os modelos atuais para o carbono em condições extremas.
Uma das descobertas que mais chamou a atenção foi a possibilidade de o diamante sólido se tornar menos denso que o carbono líquido em determinadas condições — um comportamento semelhante ao do gelo, que flutua sobre a água.
O que isso tem a ver com uma ‘chuva de diamantes’?
A hipótese estudada há anos sugere que, nas profundezas de Urano e Netuno, a combinação de pressão e temperatura poderia transformar o carbono em diamantes.
À medida que afundassem para regiões mais profundas, esses materiais poderiam derreter e liberar calor, ajudando a explicar, entre outros fenômenos, parte da energia emitida por Netuno.
O experimento, porém, não comprova que a chuva de diamantes ocorre nos planetas.
Ele fornece evidências experimentais de que as condições necessárias para um processo desse tipo podem existir.
Os resultados também interessam às pesquisas sobre fusão nuclear.
No Laboratório Nacional Lawrence Livermore, a Instalação Nacional de Ignição (NIF) utiliza cápsulas revestidas de diamante para tentar produzir energia por meio de reações semelhantes às que alimentam o Sol.
Os autores estimam que um impacto inicial mais lento e controlado poderia aumentar em até três vezes a energia liberada em relação à energia contida no combustível da cápsula.