Cientistas acreditam terem descoberto por que algumas pessoas tem febre após tomar vacina

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Fonte da notícia: Extra Extra

Pode nunca ter acontecido com você, mas talvez com um parente ou amigo: ser completamente “derrubado” após tomar uma vacina — não importa qual. O mecanismo que causa essa reação, marcada, principalmente, pela febre, ainda é um mistério para a ciência, mas pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, acreditam terem encontrado a resposta.

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Vacinas protegem cérebro e saúde de idosos A equipe, formada por cientistas de todo o mundo, descobriu que pessoas que desenvolveram febres mais altas após a vacinação já apresentavam sinais de inflamação elevada e atividade microbiana intestinal característica antes de receberem as doses.

Ao transferirem esses micróbios do intestino de um humano para o de um camundongo, os pesquisadores observaram que os animais também mostraram uma resposta inflamatória após tomar a vacina. Como estudo foi feito

Para testar a teoria de Ruth Ley, do Instituto Max Planck de Biologia de Tübingen, e uma equipe internacional de pesquisadores criaram o estudo µHEAT (Ecologia Microbiana-Humana e Temperatura). Nessa pesquisa, participantes forneceram amostras fecais para análise microbiológica e amostras de sangue para medições imunológicas.

Eles também registraram regularmente sua temperatura durante a semana anterior e a semana posterior à vacinação. Aconteceu exatamente o que eles esperavam, após a administração de vacinas: alguns voluntários desenvolveram uma “febre substancial”, enquanto outros não apresentaram nenhuma reação.

O que os pesquisadores conseguiram observar é que, nas pessoas que apresentaram febre, seus micróbios intestinais apresentavam maior atividade em genes envolvidos na movimentação bacteriana, particularmente aqueles usados ​​para produzir estruturas semelhantes a chicotes chamadas de flagelos.

Flagelos são construídos a partir de proteínas chamadas flagelinas, que também é produzida por patógenos como a Salmonella: por isso, o nosso corpo acaba por identificar essas proteínas como um sinal de perigo, ativando o sistema inflamatório. Ao “transplantar” esses micróbios para os camundongos, os cientistas observaram que alguns desenvolveram resposta mais forte à vacina.

O efeito dependeu, em parte, da capacidade dos animais de detectar a flagelina, fornecendo evidências de que a proteína bacteriana contribuiu para a resposta. “A vacinação oferece uma maneira controlada de entender por que as pessoas podem responder de forma tão diferente ao mesmo desafio imunológico”, diz Ley, diretor do Departamento de Ciência do Microbioma.

“Nossas descobertas mostram que a flagelina microbiana é um dos fatores que contribuem para esse estado imunológico basal, fornecendo uma possível ligação entre as diferenças no microbioma intestinal e as diferenças nas respostas imunológicas.” Dieta influencia?

Após os testes em camundongos, os pesquisadores partiram para descobrir se a dieta de uma pessoa pode ter alguma influência em sua resposta à vacina.. Ele descobriram que os voluntários veganos apresentaram reações menores.

“Pudemos observar que certos aditivos alimentares aumentaram a produção de flagelina por micróbios intestinais in vitro”, explica Benoit Chassaing, diretor de pesquisa do Inserm no Instituto Pasteur. “Curiosamente, essas descobertas mostram que componentes de uma dieta industrializada podem promover o crescimento de bactérias intestinais flageladas e aumentar a produção geral de flagelina.”

E, do outro lado, uma dieta com muita gordura aumentou as respostas inflamatórias às vacinas em camundongos. “Embora não tenhamos conseguido demonstrar que a dieta determina as respostas às vacinas em humanos, os resultados do nosso estudo sugerem que a dieta é um fator capaz de modificar um microbioma pró-inflamatório”, afirma uma das autorais principais, Kelsey Huus .

“Serão necessários estudos de intervenção em humanos para determinar se as mudanças na dieta podem alterar a produção microbiana de flagelina em humanos e, consequentemente, as respostas às vacinas, como a febre.”

Publicação Original Extra extra.globo.com
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