Independentemente de quem vencer a eleição depois de amanhã, domingo, seja Lula ou Flávio Bolsonaro, na opinião de Fabiano Santos, doutor e mestre em Ciência Política, o Brasil que emerge das urnas é um país dividido, "como tem sido, aliás, a tônica de quase todas as eleições gerais desde 2014".
Ele lembra que grande parte do Congresso e de governadorias continuará sob o controle de políticos e políticas à direita do espectro, acomodados agora no guarda-chuva do PL — que é, diz, "uma novidade, pois, após décadas, essa faixa da sociedade acaba por adotar um partido para chamar de seu".
Fabiano acha que equilibrar o governo, dar voz à pluralidade, aperfeiçoar políticas públicas e, sobretudo, se preparar para a reestruturação produtiva, que necessariamente virá após a queda da demanda por alimentos vinda da China, serão os grandes desafios do próximo governo.
O Globo