Cidades verdadeiramente inteligentes têm inclusão e acessibilidade

 

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Uma cidade inteligente é também um espaço em que a infraestrutura urbana de serviços funciona. Isso passa por análise de dados - um setor que evoluiu muito com a inteligência artificial. Quem fala sobre isso é o professor e coordenador da Engenharia do Centro Universitário FMU Kleber Aristides Ribeiro.

'A infraestrutura urbana é formada por cinco itens principais, que são habitação, saúde, transporte, segurança e educação. E é aqui que traz a importância da cidade inteligente, como esses dados são transparentes em relação ao serviço ao cidadão. Então, quando a gente trata, por exemplo, desse serviço, para que uma cidade seja inteligente, os dados precisam ser tratados, os dados precisam ser abertos'.

'Ou seja, aqueles dados em relação a como estão sendo oferecidos os serviços e quantos atendimentos são realizados e o que isso está trazendo de benefício ao cidadão. Ou seja, ao bem-estar do cidadão. Claro que isso é uma via de mão dupla, não somente o governo oferecendo para o cidadão, como também o cidadão tratando daquela região onde ele reside'.

Agora, uma cidade mais inteligente tem que ser assim para todo mundo. Monica Lupatin é diretora do ICOM, uma plataforma de tradução simultânea em libras. Em São Paulo, por exemplo, pessoas surdas podem usar o ICOM para obter informações em estações do metrô.

'Eu entendo que, quando os recursos são acessíveis a todos, não são só as minorias que ganham, mas são também as maiorias na medida em que as pessoas conseguem conviver umas com as outras. Há muita riqueza na diversidade humana. A gente, enquanto ser humano, só aprende com a diversidade humana. Então, uma cidade verdadeiramente inteligente, na minha maneira de ver, é uma cidade onde cabe em todos'.