Cidade do Rio tem 26 vilas olímpicas com atividades esportivas gratuitas: saiba como se inscrever
Atleta de natação e com várias medalhas no currículo, Maria Luyza Barros deu as primeiras braçadas aos 6 anos. Foi nessa idade que Malu, como é conhecida, começou na modalidade ao ter aulas na Vila Olímpica da Mangueira. Hoje com 21 anos, ela também cursa faculdade de Educação Física e faz estágio no espaço, que é um dos 26 complexos desse tipo geridos pela Secretaria Municipal de Esportes espalhados pela cidade.
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Todos oferecem atividades esportivas e culturais gratuitas, além de ações sociais e educativas, transformando-se em ferramentas de inclusão e transformação para muitos frequentadores das instalações.
— A vila olímpica transformou minha vida e é muito importante para todos aqui da região. Aprendi natação aqui e com 12 anos já estava competindo no mar. Fiquei em segundo lugar geral logo na primeira competição. Desde lá, evoluí e resolvi fazer faculdade de Educação Física, além de ser atleta. É muito gratificante — afirma a moradora da Mangueira.
As vilas olímpicas oferecem mais de 100 práticas esportivas, como futebol, vôlei, basquete, natação, atletismo, judô, jiu-jítsu e boxe. Os espaços contam também com hidroginástica, musculação, pilates e ioga, além de aulas de balé, dança de salão, xadrez, teatro e atividades circenses, entre outras opções. Há ainda modalidades adaptadas para pessoas com deficiência (PCD).
— O esporte é uma poderosa ferramenta de inclusão e formação de valores. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais as opções para todas as idades. Fechamos parcerias com a família Gracie para aulas de jiu-jítsu e com a NFL (a liga de futebol americano) para a capacitação de professores de flag football (variação do futebol americano), por exemplo — diz o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder.
Os espaços também promovem ações sociais e educativas, como palestras, celebrações e iniciativas de conscientização. Instaladas em todas as regiões da cidade do Rio, as vilas atendem principalmente moradores do entorno de onde estão localizadas, mas qualquer carioca pode se inscrever para participar das atividades.
Uma das alunas mais antigas da Vila Olímpica do Mato Alto, em Jacarepaguá, que ela frequenta há 15 anos, Idenir Couto, de 73, diz se sentir em casa no espaço, onde faz hidroginástica e ginástica:
Idenir Couto em aula na Vila Olímpica Prof. Manoel José Gomes
Divulgação/Smel
— É como se fosse a nossa família. Eu me sinto à vontade desfrutando desse espaço, ganhando saúde e melhorando a minha autoestima, além de fazer novos amigos.
Na Zona Sul, na favela do Vidigal, a Vila Olímpica Adílio também representa um ponto de apoio fundamental na rotina de Francisca da Silva Andrade. Mãe solo de Joaquim Andrade, de 6 anos, diagnosticado com autismo, ela encontrou no espaço não apenas atividades para o filho, mas um ambiente de acolhimento e cuidado em um cotidiano marcado pela sobrecarga.
Sem rede de apoio, Francisca vê na Vila Olímpica um momento de respiro, enquanto Joaquim participa, há seis meses, das aulas de psicomotricidade oferecidas pela unidade — atividade que tem contribuído para o desenvolvimento e o bem-estar da criança.
— A vila tem um leque grande de esportes e acaba salvando a vida de muita gente. Quando começaram as aulas de psicomotricidade, meu filho se encontrou. Ele ama e é muito bem acolhido. Meu sonho agora é colocá-lo também nas artes marciais — conta.
‘Encontro motivos para sorrir’
Na Vila Olímpica Polo Jardim Bangu, a paixão pelo caratê é compartilhada pela família Parrine. Foi Nycolas, de 12 anos, que começou no esporte que, depois, também passou a ser praticado pelos seus pais, Marcelo e Daniele Parrine.
— Depois da pandemia, a gente queria que o Nycolas começasse a fazer atividade física. Quando encontramos a vila olímpica, gostamos muito. Nosso filho começou no caratê, evoluiu muito e espalhou essa paixão pelo esporte para nós. Hoje, nós três fazemos aula da modalidade e notamos muitas melhorias. Ganhamos mais saúde e aqui a gente encontrou uma outra família, fazendo amizades com os outros alunos e professores — conta Marcelo.
Marcelo Parrine e sua esposa Daniele Parrine, abraçados com o filho Nycolas Parrine na Vila Olímpica Polo Jardim Bangu
Divulgação/Smel
Já Mario Denalto, de 75 anos, frequenta a Vila Olímpica Apolinho, na Gamboa, há três anos, onde faz aulas de dança de salão:
— Adoro dança de salão. Quando descobri que tinha gratuitamente na vila olímpica, vim conferir e não saí mais. As aulas são maravilhosas. A vila é meu refúgio. Aqui encontro motivos para sorrir.
Mario Denalto em uma aula na Vila Olímpica Apolinho
Divulgação/Smel
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Saiba como se inscrever
As inscrições para as atividades nas vilas olímpicas estão abertas. Algumas unidades vão encerrar as inscrições no dia 3 de fevereiro, enquanto outras seguirão com oprazo após essa data. Quem quiser se inscrever deve comparecer na secretaria da vila do seu interesse de terça a sexta-feira. No local, é possível verificar as modalidades e vagas disponíveis.
Para maiores de 18 anos, os documentos necessários são: atestado médico e cópias da identidade, do CPF e do comprovante de residência. Menores de 18 anos devem apresentar atestado médico e cópias da carteira de identidade ou certidão de nascimento, identidade do responsável, comprovante de residência e comprovante escolar. Em alguns locais, também é exigida foto 3x4.
Além das 26 Vilas Olímpicas, a rede municipal conta com o Velódromo do Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Parque Radical de Deodoro. A relação completa das vilas, com endereços, pode ser conferida aqui.
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