Ciclone-bomba em SP: o que fazer se árvores, postes ou fios caírem com a ventania

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Sul e o Sudeste do Brasil se tornaram alvos de fortes tempestades e ventanias nesta semana ao longo de quinta (06) e sexta-feira (07). A ocorrência desses fenômenos meteorológicos é motivada por um ciclone extratropical formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, que se movimentou rapidamente em direção ao mar ao longo dessa sexta.

As consequências e os efeitos gerados pelo ciclone-bomba levantam alertas para a população, que podem ir desde destelhamentos provocados pelo vento, até a queda de postes e de árvores.

Em caso de queda de árvore, o capitão Maxwell Souza, porta-voz da defesa-civil do estado de São Paulo, afirma que as pessoas devem tomar cuidado e não se aproximar de maneira alguma. “Durante a queda, a árvore pode derrubar a rede de transmissão, atingir os fios e as estruturas elétricas, formando um arco voltaico. Aquela área onde está a árvore pode estar energizada, você vai pisar no chão e acaba recebendo uma descarga elétrica”.

Souza destaca que o mesmo alerta vale para situações de queda de postes ou quando o cidadão se depara com fios caídos nas ruas. O porta-voz da Defesa Civil orienta que, ao avistar uma árvore ou poste tombado, a pessoa não prossiga pelo trajeto, especialmente em dias de chuva, quando o solo está molhado. Segundo ele, não é possível determinar com precisão a área de alcance de um eventual arco elétrico, o que aumenta o risco de choques e acidentes.

“É importante conter a curiosidade. As pessoas querem chegar perto, filmar, fotografar, postar na internet, mas o correto a se fazer é manter a distância daquele local”, acrescenta.

Ele afirma que é necessário também acionar o corpo de bombeiros, a defesa civil e a concessionária de energia, para que as equipes possam chegar e fazer todo o trabalho de corte de árvores e o religamento da rede elétrica.

Se árvores, postes ou fios caírem As rajadas de vento consequentes do ciclone podem chegar a 100 km/h, provocando o destelhamento de casas. Souza explica que as moradias que não possuem laje ficam mais expostas caso a força da ventania arranque as telhas.

Nesse caso, ele recomenda que as pessoas procurem cômodos pequenos no imóvel, como o banheiro, por exemplo, onde as paredes oferecem maior abrigo, funcionando como um bolsão de proteção.

Caso não haja condições de permanência no espaço, a defesa civil deve ser acionada para facilitar o encaminhamento para um dos abrigos emergenciais.

Se o telhado for arrancado O profissional também ressalta a importância da avaliação visual na verificação dos riscos e da exposição dos indivíduos a esses fenômenos climáticos. “Quando estão a ponto de cair, estando mais frágeis, as paredes apresentam fissuras, pequenas rachaduras. Algumas delas exigem um cuidado maior, são mais abertas, onde você consegue muitas vezes até enfiar a mão ou ver do outro lado da parede”, afirma.

Para evitar o risco de desabamento em meio a tempestades e a fortes ventanias, recomenda-se manter distância e acionar a Defesa Civil.

Se houver risco estrutural Em nota enviada ao Valor, a prefeitura de São Paulo disse que reforçou as equipes de emergência e mantém o monitoramento constante das condições climáticas. A prefeitura informou manter um trabalho conjunto com a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), a Secretaria Municipal de Segurança Urbana e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) para atender a população diante da previsão de ventos fortes.

Souza afirma que a previsão, é de que a intensidade dos ventos diminua ao longo do sábado e do domingo. Mesmo assim, os gabinetes de emergência continuam montados por conta da possibilidade de uma ressaca marítima. *Estagiário sob supervisão de Eduardo Belo

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