Chuvas nos próximos dias podem gerar transtornos em MG, Espírito Santo e Bahia, diz meteorologista

 

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Cidades do Brasil têm sofrido com fortes chuvas nesta semana. É o caso de Juiz de Fora e Ubá, municípios da Zona da Mata Mineira que ainda recebem trabalhos de busca de desaparecidos e alertas de desabamentos diante de novos temporais. Já são 68 mortes notificadas. No litoral de São Paulo, Peruíbe também sofreu com a chuva e 200 moradores chegaram a ficar desabrigados.

Bombeiros procuram por criança de nove anos no bairro Paineiras, em Juiz de Fora (MG)

Zona da Mata Mineira: chega a 68 número de mortes provocadas pela chuva

Em entrevista ao Jornal da CBN, Lady Custódio, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), explica que o órgão tem registrado volume de chuvas acima do esperado nas últimas semanas. Os registros em Juiz de Fora ultrapassaram o que era esperado para todo o mês de fevereiro: o aumento foi de 331%.

“Esses volumes elevados trazem muitos transtornos para as regiões do Rio de Janeiro e para o litoral norte de São Paulo. Em Juiz de Fora, esperávamos 170 milímetros, mas chegamos em 733… É muita chuva para um mês”, explica.

O que tem gerado o grande volume de chuvas?

Como Custódio explica, um canal de umidade na região montanhosa de Minas Gerais (a Zona da Mata) proporcionou o elevado volume de chuvas. A especialista ressalta que o próprio verão também é um período de chuvas intensas.

Apesar de, no momento, o alerta para chuvas ser o laranja — que sinaliza para “perigo” e não mais para “grande perigo”, como no caso do vermelho —, a especialista diz que ainda há expectativa de chuvas intensas para a região Sudeste e para o sul da Bahia.

Deste modo, o grande volume ainda possui potencial para causar o mesmo tipo de transtorno que acomete a Zona da Mata Mineira.

“A chuva não vai cair em apenas um dia. A previsão é que permaneça por pelo menos três dias. Então, esses dias com chuvas bastante elevadas podem gerar grandes transtornos para regiões como Espírito Santo, Minas Gerais e sul da Bahia”, analisa.