Chuvas: médicos-legistas de BH vão à Juiz de Fora para identificação mais rápida dos corpos
Médicos-legistas de Belo Horizonte foram deslocados para Juiz de Fora, na Zona da Mata, para a identificação mais rápida dos corpos das vítimas das fortes chuvas que atingem a região. O balanço mais recente divulgado pelos Bombeiros de Minas Gerais aponta 25 mortes após múltiplos desabamentos e deslizamentos de terra. Desses, 18 foram registrados em Juiz de Fora, cidade mais atingida, e 7 em Ubá, município vizinho. Os sepultamentos devem ocorrer a partir desta quarta-feira, segundo os cemitérios municipais.
Outras 43 pessoas seguem desaparecidas, a maior parte em Juiz de Fora. Mais de 500 militares dos bombeiros, agentes das Defesas Civis municipal, estadual e nacional, além de policiais atuam nas buscas e na ajuda humanitária para as vítimas nas cidades atingidas.
Segundo os Bombeiros, desde a noite dessa segunda-feira, mais de 100 pessoas foram resgatadas com vida. Em Juiz de Fora, 74 casas foram destruídas pela força do solo encharcado que cedeu. As aulas também foram suspensas já que escolas municipais estão recebendo os mais de 600 desabrigados e desalojados.
Em Ubá, pelo menos quatro pontes foram destruídas. Segundo o Governo de Minas, não é possível acessar o município por terra, devido à grande quantidade de lama. Por isso, maquinário foi enviado à região para desobstrução das ruas e avenidas.
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Segundo as forças de segurança, choveu o equivalente ao volume previsto para todo o mês em apenas algumas horas nas cidades da Zona da Mata. O vice-governador Mateus Simões, do PSD, ressaltou que a chuva forte vai persistir e que a população precisa deixar as áreas de risco.
"As pessoas que estão em áreas de encosta precisam sair imediatamente das suas casas. É um pedido que eu estou fazendo pela vida das pessoas em toda a região. As equipes do CREA estão chegando para a gente pontuar novas áreas de risco. A defesa civil municipal é muito bem estruturada, mas eu preciso que a população colabore atendendo a esse chamado. As duas cidades, também Matias Barbosa aqui ao lado, estão com muita água empoçada e nós vamos ter, então, ao longo dos próximos dias, um aumento de todas aquelas doenças que estão ligadas às enchentes. Eu preciso que as crianças fiquem fora das áreas alagadas. O risco de doenças, efetivamente, é muito alto nesse momento", disse.
O governo de Minas também antecipou recursos aos municípios mineiros, referente a um período de 1 ano, para ações emergenciais. Por exemplo, Juiz de Fora receberá R$ 38 milhões e Ubá o valor de R$ 8 milhões. Dois caminhões com kits humanitários chegam ainda nesta terça nas localidades atingidas.
Em coletiva de imprensa, o governador de Minas, Romeu Zema, do NOVO, afirmou que as divergências políticas com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, do PT, foram deixadas de lado em prol da população e que está em diálogo permanente com o governo federal.
Após sobrevoar a região atingida, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que o governo federal vai atuar na reconstrução das cidades impactadas.
"Nós já fizemos reconhecimento sumário da calamidade, tanto de Juiz de Fora, quanto de Ubá e neste momento estamos numa força gigante. A Defesa Civil Nacional, Ministério de Minas e Energias, da Saúde, da Assistência, Casa Civil prestando todo o apoio, seja na solidariedade humana, no resgate, na busca, mas também no restabelecimento e na reconstrução dos municípios atingidos", afirmou.
Em viagem ao exterior, o presidente Lula se manifestou em nota e prestou solidariedade às cidades atingidas e às famílias dos mortos. Segundo ele, no momento, o foco é "garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução".
