Chuva de meteoros e cometa em abril: como, quando e onde ver os fenômenos astronômicos
O céu vai ficar iluminado neste mês: três eventos astronômicos estão marcados entre o meio e o fim de abril. Duas chuvas de meteoros e um cometa descoberto recentemente, com potencial para ser o maior do ano, vão marcar o mês.
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Cometa C/2025 R3 pode ser visto a olho nu?
A partir do dia 17, o Cometa C/2025 R3, descoberto em setembro do ano passado pelo telescópio Pan-STARRS, talvez possa ser visto a olho nu aqui do hemisfério sul. Isso acontece por que a noite do dia 17 vai ser marcada pela Lua Nova.
Ele atingirá o periélio (ponto de sua órbita em que passa mais perto do sol) alguns dias depois, no dia 20 na constelação de Peixes, logo abaixo do Grande Quadrado de Pégaso, onde poderá ser visto com ajuda de binóculos ou pequenos telescópios.
A visão a olho nu vai depender da intensidade de seu brilho: alguns cientistas acreditam que a sua claridade vai chegar na magnitude 2.5, em que poderia ser facilmente visto sem uso de outros instrumentos.
Chuvas de meteoros Eta Aquáridas e Líridas
Junto com a passagem do cometa C/2025 R3, o céu de abril vai ser iluminado, também, pelas duas chuvas de meteoros, que também podem ser vistas a olho nu.
A partir do dia 15 de abril, a chuva de meteoros Líridas vai começar a iluminar o céu. Com origem nos detritos do cometa Thatcher, que passa pela Terra uma vez a cada 415 anos, a chuva vai ter sua atividade máxima entre os dias 21 e 22, quando poderão ser vistos até 15 meteoros por hora.
Ele é visível no Brasil inteiro — embora com menos força do que no hemisfério norte. Por conta da fase da Lua, no dia 22, que vai estar entre Nova e Crescente, as condições de visibilidade este ano estarão favoráveis.
Alguns dias depois, começa a chuva de meteoros Eta Aquáridas, que tem origem nos detritos deixados pelo famoso cometa Halley, que passa pela Terra a cada 75 anos.
Embora comece no dia 19 de abril, a atividade máxima da chuva deve ocorrer entre os dias 5 e 6 de maio. Em compensação, ela deve ser mais intensa que a chuva das Líridas no hemisfério sul, podendo chegar a 40 meteoros por hora.
Em ambas as chuvas, foque sua atenção ao Leste, na região próxima à estrela Vega. Aplicativos como SkyView, Stellarium e Star Walk 2 podem ajudar na localização dos fenômenos.
