China rejeita acusação de Trump de que navio iraniano apreendido tinha 'presente' para Pequim
O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira (24) a alegação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um navio iraniano apreendido transportava um 'presente' de Pequim.
No domingo, os EUA disseram ter disparado contra e apreendido o Touska, um navio porta-contentores que acusaram de tentar contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz.
As Forças Armadas do Irã afirmaram que o navio vinha da China e prometeram retaliar contra o que classificaram como 'pirataria armada das Forças Armadas dos EUA'.
Em declarações feitas na terça (21), o presidente dos EUA disse que o navio 'tinha algumas coisas a bordo, que não eram muito agradáveis. Talvez um presente da China, não sei'.
Em resposta, a China declarou:
'A China se opõe a quaisquer acusações e associações que careçam de fundamento factual. As relações comerciais internacionais normais entre os países não devem estar sujeitas a interferências e perturbações', disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, a repórteres em Pequim.
Regime iraniano está mais estável que antes da guerra, afirma TV
Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Ahmad Al-Rubaye/AFP
O regime iraniano, dito tantas vezes por Donald Trump estar fragmentado e sem lideranças, estaria totalmente estável até mesmo desde antes do início da guerra no Oriente Médio. Até mesmo por isso, e sabendo do desespero dos Estados Unidos para encerrar o conflito, o Irã não tem pressa para fechar um acordo de paz.
As informações são da rede de TV NBC News, citando autoridades americanas de alto escalão e outras de países envolvidos nas negociações.
Um diplomata ocidental com conhecimento do conflito e cinco autoridades ocidentais, todos com conhecimento das avaliações internas iranianas, dizem que o país parece ter se beneficiado politicamente dos ataques iniciados pelos EUA e por Israel.
Os protestos anti-governo em massa que abalaram o país nas semanas que antecederam a guerra já perderam força. A chamada facção moderada ou reformista dentro do regime foi marginalizada, porque os intensos bombardeios dos EUA e os frequentes ultimatos de Trump minaram seus argumentos de que uma abordagem mais conciliatória com Washington poderia trazer benefícios, disseram cinco dos funcionários.
Nessa quinta-feira (23), o presidente negou estar sob qualquer pressão de tempo para pôr fim ao conflito.
'Por favor, estejam cientes de que possivelmente sou a pessoa menos pressionada em toda a história a estar nesta posição. Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o tempo está se esgotando!', escreveu ele em uma publicação no Truth Social.
Trump chamou a guerra anteriormente de uma 'pequena excursão' que terminaria em cerca de cinco semanas após seu início, e depois afirmou que os EUA estavam adiantados em relação ao cronograma.
