China nega ter fornecido imagens de base americana na Jordânia ao Irã após Trump minimizar suposta ajuda

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A China negou nesta segunda-feira as notícias de que entidades chinesas teriam fornecido ao Irã imagens de satélite de uma base militar na Jordânia, onde um ataque iraniano matou soldados americanos. A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizar as alegações publicadas nos jornais americanos, dizendo que Washington também espiona Pequim. Em 17 de julho, o Irã lançou mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde estão estacionadas forças americanas. Três militares americanos foram mortos no ataque. Contexto: Irã teve acesso a imagens de satélite chinesas antes de realizar ataque mortal a base dos EUA na Jordânia, revela jornal Quer morar fora? Veja guia interativo com informações sobre 36 países Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp — Rejeitamos categoricamente as suspeitas infundadas e as acusações que carecem de provas — disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, durante uma entrevista coletiva. Na semana passada, um artigo do jornal americano Wall Street Journal relatou uma suposta troca de informações de inteligência entre entidades chinesas e iranianas antes e depois do atentado. No entanto, autoridades americanas citadas anonimamente pela reportagem não identificaram as entidades chinesas envolvidas nem sugeriram que o governo chinês fosse diretamente responsável. Procuradas pelo WSJ, autoridades chinesas disseram que solicitaram provas da transferência das imagens de satélite e se recusaram a reconhecer que empresas de seu país estivessem envolvidas no fornecimento das imagens a Teerã.

O incidente pode agravar as tensões entre Washington e Pequim antes da visita oficial do presidente chinês Xi Jinping à Casa Branca, em 24 de setembro. Perguntado se mencionaria o assunto em uma próxima reunião com Xi, Trump minimizou as alegações: — Quando as pessoas dizem que a China nos espiona, eu digo que elas estão certas, e nós também os espionamos — disse Trump a repórteres a bordo do Força Aérea Um. — É isso que fazemos. Basicamente, eles fazem a mesma coisa que nós. "Acho que ele tem se comportado de maneira razoável, e nós também nos comportamos de maneira razoável", disse Trump no X horas depois, enquanto retornava aos EUA após uma viagem de fim de semana à Irlanda. Em maio, Washington impôs sanções a três empresas chinesas de satélites por facilitarem operações militares iranianas, mesmo após Trump alertar Pequim para que não vendesse armas ao Irã. A China é um dos principais parceiros econômicos da República Islâmica, da qual compra grande parte da produção de petróleo, além de ser uma importante aliada diplomática. Pelo menos 18 militares americanos foram mortos desde o início da guerra entre EUA e Israel e Irã, no fim de fevereiro. Com AFP.

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