China não confirma compra de 200 Boeing após anúncio de Trump

 

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No início da viagem a Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a China havia concordado em comprar 200 aeronaves da Boeing dos EUA.

Só que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China não confirmou a compra quando questionado sobre o assunto anteriormente.

Guo Jiakun foi vago ao declarar em uma coletiva de imprensa que:

'A China e os Estados Unidos podem promover seu respectivo desenvolvimento e revitalização fortalecendo a cooperação'.

O presidente dos Estados Unidos deixou a China nesta madrugada, depois de dois dias de visita. Durante a cúpula em Pequim, Donald Trump e Xi Jinping emitiram um comunicado conjunto em que defendem a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, no Irã.

Donald Trump e Xi Jinping declararam que a via deve permanecer livre de militarização e de qualquer sistema de "pedágio" ou taxas de passagem.

Embora não seja um tratado, para os Estados Unidos é uma vitória diplomática, pois isola o Irã do seu principal parceiro econômico, a China. E para Pequim, é uma necessidade pragmática, já que suas refinarias dependem do petróleo que passa pelo estreito.

Xi Jinping sinalizou que pode parar de fornecer equipamentos militares e apoio diplomático caso Teerã continue bloqueando a rota.

Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim.

Kenny Holston / POOL / AFP

Como parte da estratégia para reduzir a dependência das rotas do Oriente Médio, o líder chinês expressou interesse em aumentar significativamente a compra de petróleo dos Estados Unidos.

Não houve a assinatura de um "Grande Acordo" definitivo para encerrar a guerra comercial, mas a trégua tarifária iniciada em outubro de 2025 foi mantida.

Também foi mantido o entendimento para garantir o fluxo de exportação de terras raras da China para os Estados Unidos, essenciais para a indústria de tecnologia e defesa.

Antes de embarcar de volta, Trump classificou o relacionamento com Xi Jinping como "melhor do que nunca".

O presidente americano também falou sobre a próxima visita do líder chinês a Washington, prevista para o final deste ano.