China e Irã se pronunciam sobre prisão de Maduro e ataque dos EUA à Venezuela

 

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Países parceiros e aliados econômicos da Venezuela se pronunciaram na manhã desta segunda-feira (5) sobre a prisão de Nicolás Maduro e os ataques dos Estados Unidos ao país.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou estar disposto a apoiar a América Latina em temas relacionados à soberania, segurança e integridade territorial.

Expressou “grave preocupação” com a prisão de Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, e que se opõe ao uso da força nas relações internacionais e a “atos de assédio que violem a soberania de outros países”.

O porta-voz do ministério, Lin Jian, foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de a China liderar uma proposta na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Ele afirmou que o país vai “trabalhar junto com a comunidade internacional”, mas não deu detalhes sobre um eventual protagonismo chinês no encontro desta segunda-feira.

Já o Irã afirmou que as relações com a Venezuela permanecem inalteradas, apesar da saída do presidente Nicolás Maduro.

Segundo um porta-voz da diplomacia iraniana, Teerã seguirá cooperando com Caracas nas áreas política, econômica e energética, mantendo os acordos firmados entre os dois países.

Em declaração oficial, o governo iraniano também pediu a libertação de Maduro, classificando a detenção como ilegítima.

Os bombardeios dos Estados Unidos em Caracas e regiões próximas deixaram ao menos 80 mortos, entre eles 32 cidadãos cubanos. O governo cubano decretou dois dias de luto oficial em homenagem às vítimas.