China defende que que EUA e Irã respeitem cessar-fogo e evitem 'retomada das hostilidades'

 

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A China afirmou nesta segunda-feira (13) que espera que os Estados Unidos e o Irã evitem uma 'retomada das hostilidades', apesar das negociações no Paquistão no fim de semana terem terminado sem um acordo.

'A China espera que as partes envolvidas respeitem o acordo de cessar-fogo temporário, permaneçam comprometidas com a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos, evitem a retomada das hostilidades e criem condições para o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade', declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa.

Ele acrescentou que o início das negociações entre as duas partes era um passo na direção certa para alcançar a paz na região.

O Exército dos Estados Unidos promete bloquear nesta segunda-feira (13) o Estreito de Ormuz e todos os portos iranianos, a partir das 11h, pelo horário de Brasília. A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão.

No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.

Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo.

Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares.

Papa Leão XIV rebate Trump e diz que seguirá a se manifestar sobre a guerra

Papa Leão XIV faz primeira audiência geral no Vaticano.

Reprodução/Vatican News

O papa Leão XIV se manifestou nesta segunda-feira (13) após as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ele, em publicações nas redes sociais. O pontífice americano defende que irá continuar a se manifestar contra a guerra no Irã.

Leão afirmou à imprensa ao chegar a Argel, para sua terceira viagem internacional, que não queria 'entrar em debate' com Trump.

''Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo', disse ele.

'Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas', completou.

O presidente dos EUA afirmou em uma publicação na sua rede social Truth Social que o papa era 'FRACO no combate ao crime e péssimo para a política externa'.

'Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos'.

'Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano', escreveu.

Não há registros, entretanto, do papa ter aprovado que o Irã tivesse armas nucleares. Apenas declarações defendendo a necessidade de um acordo para o final da guerra no Oriente Médio, assim como no ataque a Venezuela.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

BRENDAN SMIALOWSKI / AFP