China defende escolha de novo líder do Irã como 'assunto interno' e rejeita interferência de outros países
A China declarou nesta segunda-feira, 9, que se opõe a qualquer ataque contra o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, após ameaças feitas pelos militares israelenses contra um sucessor de seu falecido pai, Ali Khamenei.
"A China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países sob qualquer pretexto, e a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa.
A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, como o novo líder supremo do país. Sua ascensão sinaliza o desejo do governo iraniano de manter a continuidade no poder, enquanto o Irã enfrenta ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel, nove dias após o início da guerra.
O anúncio ocorre em meio às ameaças das Forças Armadas de Israel sobre matar quem quer que sucedesse o aiatolá morto, e do presidente americano, Donald Trump — que anteriormente disse que o filho de Khamenei era uma escolha "inaceitável" —, que alertou em uma entrevista à ABC News mais cedo neste domingo, antes da nomeação, que o próximo líder supremo não "duraria muito" sem a aprovação dos Estados Unidos.
