Chileno preso por furto de bagagens em aeroportos de SP utilizava identidade falsa
Um homem de 65 anos, de origem chilena, foi preso novamente em flagrante após furtar a bagagem de uma passageira no Aeroporto Internacional de São Paulo. Durante a investigação, a polícia também identificou que o homem utilizava identidade falsa no Brasil.
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Em entrevista ao CBN São Paulo, o delegado Luiz Alberto Guerra, da divisão especializada de atendimento ao turista no Aeroporto de Guarulhos (3ª DEATUR), explicou que inicialmente, o suspeito foi identificado como Winton Ricardo Fuentes Yanes e, posteriormente, reconhecido como Luiz Rodrigo Ramon.
"Vou trazer um fato novo para vocês aqui, que surgiu ontem à noite: quando da finalização do flagrante dele, descobrimos que ele vinha utilizando uma identidade falsa aqui no Brasil. Então, temos motivos para crer que ele também deu entrada no país com uma identidade falsa. Vamos verificar essa possibilidade e trabalhar junto com a Polícia Federal para avaliar uma eventual deportação."
A prisão mais recente ocorreu após análise de imagens de monitoramento, que mostram o suspeito agindo com rapidez ao se aproveitar da distração de passageiros para subtrair malas e mochilas. Ele foi abordado ainda no saguão, em posse da bagagem furtada.
De acordo com o delegado, a polícia solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, com base na reincidência. A decisão será analisada em audiência de custódia.
"Ele está sendo responsabilizado por diversos furtos e, como foi autuado em flagrante, está sendo submetido hoje a uma audiência de custódia. Então, o que representamos à autoridade judiciária é que essa prisão em flagrante seja convertida em prisão preventiva."
As investigações também indicam que, em alguns casos, o suspeito pode ter contado com a ajuda de comparsas, que atuariam como "olheiros".
"Em algumas imagens que já estamos analisando do Aeroporto de Congonhas, em três ações aparece um comparsa atuando como olheiro, dando cobertura. Então, já estamos trabalhando na identificação de outros envolvidos, mas, na maioria dos casos, ele atuava sozinho."
