r A americana Chevron está finalizando um acordo que ampliará significativamente suas operações na Venezuela, com a incorporação de dois gigantescos campos de petróleo na Faixa do Orinoco, como parte de uma iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aumentar a produção no país sul-americano.
Na sexta-feira, Trump anunciou um 'acordo' com Venezuela para controle de reservas de petróleo do país pelos EUA.
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A petrolífera texana negociou os direitos de operação dos campos na região de Carabobo, que abrigam bilhões de barris de reservas de petróleo pesado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
Os campos ficam próximos de uma enorme área já operada pela PetroIndependencia, uma joint venture da Chevron com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).
Espera-se que o acordo da Chevron seja o maior de vários outros contratos que serão anunciados nos próximos dias, à medida que Trump incentiva novos investimentos dos EUA na indústria petrolífera venezuelana.
A empresa se recusou a comentar.
A Chevron, única grande petrolífera americana que opera na Venezuela, vem negociando com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e seu governo novos termos fiscais que poderiam abrir caminho para novos investimentos no país após a captura do ex-líder Nicolás Maduro pelas forças americanas.
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O acordo é separado das negociações para que o governo dos Estados Unidos adquira uma participação direta em campos de petróleo por meio de uma parceria entre o Departamento de Defesa dos EUA e o empresário Alejandro Betancourt López, dono da North American Blue Energy Partners (Nabep).
A empresa é a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela, atrás da americana Chevron, e passará a deter os direitos de exploração e produção de 17 campos de petróleo na Venezuela.
Os 17 campos de petróleo que agora estão sob seu controle têm reservas provadas de 65 bilhões de barris, o que corresponde a um quinto do total de reservas do país.
A maioria desses campos pertencia a companhias chinesas e russas e a aliados locais do ex-presidente Nicolás Maduro.
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Na segunda-feira, em nota publicada em seu site, a Casa Branca detalhou os planos dos EUA para exercer maior controle sobre o petróleo venezuelano.
Pelo 'acordo', os Estados Unidos terão garantia de compra de 20% do petróleo produzido pela Nabep a preço de custo, além de direito de preferência sobre os 80% restantes.
O acerto prevê ainda que os EUA terão poder de veto sobre a nomeação de membros do Conselho de Administração da Nabep e que a maioria dos integrantes do colegiado deverá ser formada por cidadãos americanos.
