Sentir o cheiro do café que alguém está tomando durante uma conversa a distância pode estar mais perto de se tornar realidade. Pesquisadores desenvolveram um sistema que identifica determinados aromas e envia as informações pela internet para que outro aparelho libere a fragrância.
Chamado Scentronic, o projeto foi descrito em um estudo publicado em 21 de outubro na revista Science Advances. A tecnologia usa um “nariz eletrônico” com sensores que captam as substâncias liberadas no ar responsáveis pelos cheiros.
Um modelo de inteligência artificial analisa esses sinais e identifica o aroma com base nos exemplos que aprendeu durante o treinamento. Por enquanto, o sistema reconhece cinco cheiros: café, cerveja, bolo, laranja e vinho tinto.
Depois de reconhecer o cheiro, o sistema envia um comando pela internet ao outro aparelho. Se o aroma identificado for o de café, por exemplo, o dispositivo libera uma fragrância de café que já está armazenada nele.
Assim, o cheiro é recriado no destino a partir das instruções recebidas pela rede. Os pesquisadores desenvolveram receptores em formatos como pulseira e colar (imagens abaixo).
A equipe avaliou o desempenho da tecnologia em experimentos com até 16 voluntários e explorou sua combinação com um simulador de sabores. Entre as possibilidades futuras estão ferramentas para avaliar o olfato e experiências sensoriais ligadas à alimentação.
Recepctores de cheiro foram desenvolvidos em força de pulsiera e colares Reprodução
"O que torna o Scentronic diferente é que ele reúne a detecção e a geração de odores para o compartilhamento remoto. Até onde sabemos, nosso estudo é o primeiro a explorar essa integração em uma plataforma compacta para o compartilhamento remoto de odores", disse o pesquisador Chunyu Yang, doutorando em ciência e engenharia de materiais da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, à The Independent.
A tecnologia ainda é um protótipo. Para reconhecer novos cheiros, será necessário ampliar o treinamento e abastecer o receptor com fragrâncias correspondentes.
Antes da comercialização, também precisam avançar a fidelidade dos aromas, o reconhecimento de misturas, os custos e a segurança da exposição repetida. Uma conexão futura com celulares poderia ocorrer por meio de um acessório.
Incorporar os reservatórios e demais componentes ao próprio telefone seria mais difícil. Colar com receptor de aromas desenvolvido por cientistas
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