Chefes das finanças de todo mundo vão à reunião global do FMI nesta semana com sensação de dejà vu

 

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Formuladores de política econômica estão prestes a se reunir em Washington para avaliar os danos que a guerra do presidente Donald Trump contra o Irã causou ao crescimento no Oriente Médio.

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Para muitos participantes das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que ocorrerão de 13 a 18 de abril na capital dos EUA, a viagem trará uma sensação de déjà vu, já que o evento do ano passado foi dominado por tarifas comerciais punitivas, outro choque provocado por Trump.

A edição de 2026 deve se concentrar em interpretar os sinais após o fracasso de EUA e Irã em chegar a um acordo, depois de negociações intensas no fim de semana no Paquistão que buscavam transformar um cessar-fogo de duas semanas em uma paz duradoura, e em como governos e bancos centrais podem apoiar melhor suas economias sem criar novos problemas.

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Antes das reuniões, que contarão com a presença de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do mundo todo, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a comunidade internacional está cada vez menos capaz de responder a choques.

Falta espaço fiscal, políticas que protegem um país podem prejudicar outros, e a política entre grandes potências tende mais a alimentar conflitos do que a resolvê-los.

— Apertem os cintos — foi o principal conselho que ela deu antes da divulgação, na terça-feira, de novas projeções econômicas, junto com um relatório sobre estabilidade financeira global. — Dado o impacto da guerra, vamos revisá-las para baixo.

Em janeiro, previa-se que a economia global cresceria 3,3% neste ano, com expansões de 2,1% nos EUA, 1,4% na zona do euro e 5,4% na Ásia emergente. Então, no fim de fevereiro, começaram os bombardeios no Irã.

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— Os próximos trimestres serão essenciais para entender até que ponto isso testou a resiliência de algumas economias que já estavam em um cenário de crescimento moderado antes da guerra — disse Ludovic Subran, economista-chefe da Allianz ao canal de TV da agência Bloomberg.

A diretoria do Banco Central Brasileiro também vai comparecer às reuniões. Gabriel Galípolo e os diretores Nilton David e Paulo Piccheti terão participações no encontro a partir da próxima terça-feira.

O que já parece claro é que os efeitos em cadeia da ofensiva de Trump e a desconfiança que ela gerou devem persistir, mesmo que a trégua entre EUA e Irã se mantenha, a paz seja restaurada e o tráfego por uma importante rota marítima volte ao normal.

— Esse cessar-fogo claramente removeu o risco mais extremo de queda”, disse Ewa Manthey, estrategista de commodities do ING. — Para que isso seja um verdadeiro ponto de inflexão, precisaríamos ver fluxos sustentados e sem interrupções pelo Estreito de Ormuz, e não apenas manchetes sobre reabertura.

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