Chefe de negociação do Irã com os EUA é retirado de função após divergências, diz site

 

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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe da equipe de negociação do Irã com os Estados Unidos, renunciou como negociador em meio a divergências internas, segundo apurou o site Iran International.

Segundo informações obtidas pelo veículo, Ghalibaf foi repreendido por tentar incluir a questão nuclear nas negociações com Washington e foi forçado a renunciar.

O linha-dura Saeed Jalili, membro do Conselho de Discernimento do Irã, poderia substituí-lo, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também busca assumir as negociações.

Após uma conversa por telefonema com autoridades de alto escalão do Paquistão, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, deve ir ao país para continuidade das negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos.

A informação foi confirmada por fontes paquistanesas e iranianas à CNN, Reuters, Associated Press, entre outros veículos. Ainda não está claro se os EUA irão participar diretamente.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta sexta-feira (24) que Araghchi manteve uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, e com o Chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, sobre os desenvolvimentos regionais e questões relacionadas ao cessar-fogo com os Estados Unidos.

Segundo informações de veículos como a agência de notícias Reuters e Associated Press, uma equipe de logística e segurança dos EUA já está em Islamabad.

A possibilidade de uma nova rodada de negociações ocorre logo após um fracasso no encontro no início da semana, que levou a um adiamento indeterminado do cessar-fogo, anunciado por Donald Trump.

Trump considera rever apoio ao controle do Reino Unido nas Malvinas pela falta de apoio a guerra

Ilhas Malvinas foram disputadas por Argentina e Reino Unido em um conflito.

Reprodução

Os Estados Unidos estão considerando rever a reivindicação britânica sobre as Ilhas Malvinas como punição pela falta de apoio na guerra contra o Irã. As informações estão em uma reportagem da agência de notícias Reuters.

Um e-mail interno do Pentágono que vazou sugeriu uma revisão da posição de Washington sobre a reivindicação britânica das ilhas, enquanto autoridades americanas buscam opções para punir os aliados da OTAN por sua resposta ao início do conflito no Oriente Médio.

O memorando, que também considera a suspensão da Espanha da aliança, expressa frustração com a pouca ajuda ou recusa de certos aliados em apoiar a ação militar de Washington contra Teerã.

Trump vem criticando nas últimas semanas a OTAN de forma recorrente pelos aliados não participarem do conflito, chamando a aliança de 'tigre de papel' e ameaçando a retirada. Além disso, ele atacou o premiê britânico, Keir Starmer, em algumas ocasiões.

Um funcionário do governo americano afirmou à agência de notícias Reuters que essas opções estão sendo discutidas em altos escalões dentro do Pentágono.

Donald Trump ao lado do premiê britânico, Keir Starmer.

Christopher Furlong / POOL / AFP

O memorando expôs as tensas relações entre o Reino Unido e o governo Trump, pois inclui uma opção para reavaliar o apoio diplomático dos EUA a antigas 'possessões imperiais' europeias, como as Ilhas Malvinas.

Em resposta, o porta-voz oficial do primeiro-ministro disse aos jornalistas que 'não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas'.

'É algo antigo, permanece inalterado. A soberania pertence ao Reino Unido e a autodeterminação é fundamental', declarou.

Ele afirmou que defender as Malvinas é uma 'hipótese', mas que a posição não era esse nesse momento.

'As Ilhas Malvinas já votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino. Sempre defendemos o direito à autodeterminação. A soberania reside em nós. A autodeterminação é fundamental', completou.

O site do Departamento de Estado afirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, mas ainda são reivindicadas pela Argentina, cujo presidente, Javier Milei, é um aliado de Trump.

Os dois países travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de conquista. Cerca de 650 soldados argentinos e 255 soldados britânicos morreram antes da rendição da Argentina.