Chefe da OTAN diz que países membros estão fazendo tudo que Trump pede na guerra com Irã
O chefe da OTAN, Mark Rutte, disse nesta quinta-feira (9) que os países membros estão fazendo tudo o que os Estados Unidos pedem na guerra do Oriente Médio.
O presidente Donald Trump havia solicitado o fortalecimento da aliança militar, embora alguns inicialmente tenham se mostrado 'um pouco lentos' em fornecer apoio, mas agora, 'quase sem exceção, os aliados estão fazendo tudo o que os Estados Unidos pedem'.
'Eles ouviram e estão respondendo aos pedidos do presidente Trump'.
'Vejo, quando olho para a Europa hoje, é que os aliados estão oferecendo um apoio enorme', continuou.
Rutte afirmou que, quando os ataques começaram, houve uma surpresa. Para manter isso, Trump tinha optado por não informar aos aliados da OTAN com antecedência.
Os comentários de Rutte surgiram após um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira. Ele informou a algumas capitais que Trump quer compromissos concretos nos próximos dias para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, disseram diplomatas à agência de notícias Reuters.
Trump pediu a Netanyahu para que Israel reduzisse ataques ao Líbano, diz mídia americana
Donald Trump em reunião com Benjamin Netanyahu, líder de Israel.
Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Em um telefonema, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reduzisse os ataques de Israel no Líbano para ajudar a garantir o sucesso das negociações com o Irã, disse um alto funcionário do governo à rede de TV CNN e para a NBC News.
Embora o governo Trump e Israel tenham afirmado que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo, Israel concordou em 'ser um parceiro útil', disse o funcionário.
A ligação telefônica ocorreu depois que Netanyahu prometeu publicamente, na quarta-feira (8), continuar atacando o Líbano com força, disse a fonte oficial. Autoridades iranianas ameaçaram responder aos ataques e encerrar o cessar-fogo.
O governo israelense não respondeu diretamente ao veículo.
Com os ataques ao Líbano em curso, o Irã considera as negociações 'estrategicamente sem sentido e fúteis', disse uma fonte citada pela agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica, antes das conversas de paz agendadas para esta sexta-feira (9) no Paquistão.
'A questão do Líbano e um cessar-fogo naquele país são uma condição prévia firme e não negociável da República Islâmica do Irã para o início de qualquer novo processo de negociação', disse a autoridade.
Ele acrescentou que Teerã se recusou a aceitar um cessar-fogo até que os Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, reconhecessem formalmente a estrutura geral de um pacote proposto de 10 pontos.
A fonte enfatizou que altos funcionários do Irã estão em total acordo sobre o assunto, sinalizando uma posição unificada e coordenada por parte de Teerã.
Segundo a fonte, a mensagem do país é clara: a menos que a situação no Líbano seja resolvida, não haverá negociações.
Destruição de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel.
AFP
