Chefe da McLaren denuncia supostos vínculos financeiros entre equipes rivais, que podem 'comprometer a integridade' da Fórmula 1
O CEO da equipe britânica McLaren de Fórmula 1, Zak Brown, denunciou supostos vínculos financeiros entre as equipes rivais que, segundo afirmou nesta quarta-feira, defendem "a integridade do automobilismo". Durante uma rodada de imprensa em Londres, nesta quarta-feira, Brown não mencionou explicitamente a equipe anglo-francesa Alpine, que, segundo se informa, está negociando com a Mercedes F1 a venda de um quarto de sua participação.
— Os times de F1 deveriam ser os mais independentes possíveis, porque acredito que existe um alto risco de comprometer a integridade de nosso esporte, que alejaria nossos fãs mais rapidamente do que qualquer outra coisa — anunciou o multimilionário de 54 anos. — Isso se aplica a todos, aos equipamentos 'AB', a qualquer copropriedade — continuou Brown.
O empresário alude ao fato de que um único proprietário pode ser dono de uma equipe grande “A” e de uma equipe “B” menor na F1, como a austríaca Red Bull, com Red Bull Racing e Racing Bulls.
O executivo americano já havia denunciado em 2024 que um piloto da Racing Bulls, durante uma corrida, teria permitido que a equipe principal somasse pontos às custas da McLaren.
— Se falamos de aluguel, é certo que você pode maximizar esse aluguel quando dois equipamentos dependem do mesmo grupo. É um verdadeiro problema em termos de integridade do esporte... e um sério problema para sua equidade — insistiu Brown.
Ao ser questionado, Brown não mencionou diretamente as conversas em andamento que, segundo a AFP, estariam acontecendo entre a equipe germano-britânica Mercedes-AMG, propriedade da Mercedes-Benz, e Alpine F1, propriedade em 76% da Renault e em 24% do fundo de inversão neoyorquino Otro Capital.
A fabricante Mercedes-AMG fornece motores não apenas ao seu próprio carro de Fórmula 1, mas também aos britânicos McLaren e Williams e, desde esta temporada, à Alpine.
